SEJA BEM-VINDO!

A ARTE RENOVA O OLHAR!

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Salve o trabalho dos artistas que invadem a cultura urbana!











"Cada um sabe a dor, e a delícia de ser o que é!"

Escolha sua imagem preferida, e curta!

Simples,assim.

Via Láctea




Via Láctea
(Olavo Bilac)

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…

E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”

Ausência por Carlos Drummond




Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade

PENSAMENTO PARA O DIA





"O justo florescerá como palmeira;
 crescerá como cedro no Líbano."
Sl 92:12

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Vamos celebrar o estudante? Claro que sim, afinal ele é o maior objetivo do CECJ.


Somos família Chequer formada por estudantes que criam caminhos individuais,
mas conseguem compartilhar seus sonhos conosco em projetos de vida.
Debatemos ideias, formamos times, e obtemos propostas de um protagonismo juvenil
realizado com responsabilidade com a oportunidade de obtermos constantemente uma presença pedagógica atuante.

Celebramos com louvor os estudantes que buscam na leitura o embasamento de suas pesquisas,
e fazem de nossa nação berço esplêndido esperançoso de dias melhores.
 Louvamos a Deus pela vida de nossos queridos estudantes que transformam nossas existências através dos saberes compartilhados, e realizam seus sonhos com foco, força,fé e muito empenho,
pois matéria dada deve ser conteúdo estudado.
Sucesso para todos!
Com muito carinho é que festejamos vocês!

Direção, AAGE,Equipe Pedagógica e Corpo Docente do Colégio Estadual Chequer Jorge.

terça-feira, 28 de junho de 2016

MEIO-DIA



MEIO-DIA


Meio-dia. Sol a pino. 
Corre de manso o regato. 
Na igreja repica o sino; 
Cheiram as ervas do mato. 

Na árvore canta a cigarra; 
Há recreio nas escolas: 
Tira-se, numa algazarra, 
A merenda das sacolas. 

O lavrador pousa a enxada 
No chão, descansa um momento, 
E enxuga a fronte suada, 
Contemplando o firmamento. 

Nas casas ferve a panela 
Sobre o fogão, nas cozinhas; 
A mulher chega à janela, 
Atira milho às galinhas. 

Meio-dia! O sol escalda, 
E brilha, em toda a pureza, 
Nos campos cor de esmeralda, 
E no céu cor de turquesa... 

E a voz do sino, ecoando 
Longe, de atalho em atalho, 
vai pelos campos, cantando 
A Vida, a Luz, o Trabalho.

© OLAVO BILAC 
In Poesias Infantis (2ª Ed.), 1929 

"Como Amamos?" por Sylvio Schreiner


A famosa frase e recomendação bíblica “Ame o próximo como a si mesmo” é repetida incontáveis vezes por variadas pessoas. Parece se tratar de algo muito simples e fácil e que só requer uma pequena dose de força de vontade. Que engano! Viver verdadeiramente isso requer um nível de sutileza elaborado e todo um refinamento interno. Amar o outro como nos amamos demanda uma boa autoestima e infelizmente são poucos que possuem uma verdadeira autoestima.

Talvez possamos pensar que, de forma geral, existem três maneiras que se é possível amar e cada maneira tem a ver com o desenvolvimento psíquico do indivíduo. O primeiro tipo de amor é o amor infantil que é por natureza extremamente carente e egoísta. Tal como visto em bebês e crianças pequenas, esse amor se caracteriza por exigir atenção desmedida de quem está ao seu redor. Psiquicamente uma criança pequena só pode existir chamando toda atenção para si mesma e de fato ela precisa de enormes cuidados senão corre risco de não sobreviver e nem aprender a se amar.

O segundo modo de amar é o amor de troca. Para a mente do adolescente esse tipo de amor já é possível. Nele amamos quem nos ama, quem nos faz algo de bom e nos oferece alguma coisa de valor. Quando essa condição acontece o adolescente é capaz de amar de volta, em retribuição. É menos egoísta que o primeiro tipo de amor, mas mesmo assim é um amor limitado. Já a terceira forma de amar é a do amor desinteressado que não espera receber nada e ele não existe apenas porque uma dada condição foi atingida, existe por si só e se alimenta do próprio amor que é capaz de gerar. Só que desenvolver esse tipo de amor exige uma autoestima bem estabelecida, pois é um fato que quem não é capaz de se amar não tem como oferecer esse tipo de amor para fora de si mesmo, ou seja, fica incapacitado de amar verdadeiramente os outros.

Quando a recompensa de se amar vem do próprio ato de amar estamos falando de um amor maduro e de uma pessoa que é capaz de “transbordar” para fora de si o amor que sente por si mesma. A capacidade e a maneira de amar é tão importante porque revela como anda o desenvolvimento psíquico de cada um. É egoísta, é de troca ou é desinteressado? Muitos param num dos dois primeiros tipos de amor e não conseguem seguir adiante em seu desenvolvimento. Compreensível já que real autoestima é difícil de conquistar, mas é uma pena já que sem ela ninguém vai poder de fato amar o próximo como a si mesmo. Vai ser sempre um amor parcial. 


Obs.:Sou fã dos escritos de Sylvio, e compartilho aqui para nossa reflexão, se quiser saber mais sobre o autor é só clicar em seu nome.

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