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domingo, 6 de março de 2016

Exercícios com charges do ENEM

CHARGES NO ENEM
1




Disponível em: www.ivancabral.com. Acesso em: 27 fev. 2012.


O efeito de sentido da charge é provocado pela combinação de informações visuais e recursos linguísticos.
No contexto da ilustração, a frase proferida recorre à
a) polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da expressão “rede social” para transmitir a ideia que pretende veicular.
b) ironia para conferir um novo significado ao termo “outra coisa”.
c) homonímia para opor, a partir do advérbio de lugar, o espaço da população pobre e o espaço da população rica.
d) personificação para opor o mundo real pobre ao mundo virtual rico.
e) antonímia para comparar a rede mundial de computadores com a rede caseira de descanso da família.
2




LAERTE. Disponível em: http://blog.educacional.com.br. Acesso em: 8 set. 2011.
Que estratégia argumentativa leva o personagem do terceiro quadrinho a persuadir sua interlocutora?
a) Prova concreta, ao expor o produto ao consumidor.
b) Consenso, ao sugerir que todo vendedor tem técnica.
c) Raciocínio lógico, ao relacionar uma fruta com um produto eletrônico.
d) Comparação, ao enfatizar que os produtos apresentados anteriormente são inferiores.
e) Indução, ao elaborar o discurso de acordo com os anseios do consumidor.


3


Disponível em: www.portaldapropaganda.com.br. Acesso em: 1 mar. 2012


A publicidade, de uma forma geral, alia elementos verbais e imagéticos na constituição de seus textos. Nessa peça publicitária, cujo tema é a sustentabilidade, o autor procura convencer o leitor a
a) assumir uma atitude reflexiva diante dos fenômenos naturais.
b) evitar o consumo excessivo de produtos reutilizáveis.
c) aderir à onda sustentável, evitando o consumo excessivo.
d) abraçar a campanha, desenvolvendo projetos sustentáveis.
e) consumir produtos de modo responsável e ecológico.


4




BROWNE, D. Folha de S.Paulo, 13 ago. 2011.


As palavras e as expressões são mediadoras dos sentidos produzidos nos textos. Na fala de Hagar, a expressão “é como se” ajuda a conduzir o conteúdo enunciado para o campo da

a) conformidade, pois as condições meteorológicas evidenciam um acontecimento ruim.
b) reflexibilidade, pois o personagem se refere aos tubarões usando um pronome reflexivo.
c) condicionalidade, pois a atenção dos personagens é a condição necessária para a sua sobrevivência.
d) possibilidade, pois a proximidade dos tubarões leva à suposição do perigo iminente para os homens.
e) impessoalidade, pois o personagem usa a terceira pessoa para expressar o distanciamento dos fatos.


5


Disponível em: www.assine.abril.com.br. Acesso em: 29 fev. 2012 (adaptado).


Com o advento da internet, as versões de revistas e livros também se adaptaram às novas tecnologias. A análise do texto publicitário apresentado revela que o surgimento das novas tecnologias
a) proporcionou mudanças no paradigma de consumo e oferta de revistas e livros.
b) incentivou a desvalorização das revistas e livros impressos.
c) viabilizou a aquisição de novos equipamentos digitais.
d) aqueceu o mercado de venda de computadores.
e) diminuiu os incentivos à compra de eletrônicos.


6




Disponível em: www.ccsp.com.br. Acesso em: 26 jul. 2010 (adaptado)


O anúncio publicitário está internamente ligado ao ideário de consumo quando sua função é vender um produto. No texto apresentado, utilizam-se elementos linguísticos e extralinguísticos para divulgar a atração “Noites do Terror”, de um parque de diversões. O entendimento da propaganda requer do leitor
a) a identificação com o público-alvo a que se destina o anúncio.
b) a avaliação da imagem como uma sátira às atrações de terror.
c) a atenção para a imagem da parte do corpo humano selecionada aleatoriamente.
d) o reconhecimento do intertexto entre a publicidade e um dito popular.
e) a percepção do sentido literal da expressão “noites do
terror”, equivalente à expressão “noites de terror”.


7

Disponível em: http://www.ccsp.com.br Acesso em: 27 jul. 2010 (adaptado).

O texto é uma propaganda de um adoçante que tem o seguinte mote: “Mude sua embalagem”. A estratégia que o autor utiliza para o convencimento do leitor baseia-se no emprego de recursos expressivos, verbais e não verbais, com vistas a
a) ridicularizar a forma física do possível cliente do produto anunciado, aconselhando-o a uma busca de mudanças estéticas.
b) enfatizar a tendência da sociedade contemporânea de buscar hábitos alimentares saudáveis, reforçando tal postura.
c) criticar o consumo excessivo de produtos industrializados por parte da população, propondo a redução desse consumo.
d) associar o vocábulo “açúcar” à imagem do corpo fora de forma, sugerindo a substituição desse produto pelo adoçante.
e) relacionar a imagem do saco de açúcar a um corpo humano que não desenvolve atividades físicas, incentivando a prática esportiva.

20 temas essenciais da Língua Portuguesa


A gramática é o meio pelo qual estruturamos nossos pensamentos. É o conjunto de condições de linguagem que permite a relação harmônica e coerente entre as palavras de um idioma. É a disciplina que orienta e regula o uso linguístico, estabelecendo um padrão de fala e escrita. A língua evolui, o que leva a um distanciamento entre o uso cotidiano do idioma e os padrões consagrados como correntes numa comunidade.

O desafio aqui é apresentar alguns dos principais temas de português exigidos no cotidiano, no mercado de trabalho e em exames vestibulares e concursos do país. Os itens a seguir foram pensados como um estimulador, para a descoberta de aspectos que, sozinhos, talvez não percebamos de imediato.


Crase rápida

■ Só há fusão de vogais com o encontro da preposição "a" com o artigo "a" e na presença da preposição ante os pronomes demonstrativos "aquela", "aquele", "aquilo" e o demonstrativo "a".

■ Não há crase antes de verbos e palavras masculinas:
"Amanhã iremos ao colégio" = "Amanhã iremos à escola"

■ Há crase quando o [a] equivale a "para a", "na", "pela", "com a".
"Ofereci ajuda à coordenadora." = "Ofereci ajuda para a coordenadora."
Mas: "Ofereci ajuda a ela." = "Ofereci ajuda para ela."

■ A crase é facultativa antes de pronomes possessivos e nomes próprios femininos.

■ Não há crase quando não há a fusão das vogais: "Levei à ela toda a papelada"
Aqui, o pronome pessoal "ela" não admite artigo. Levei a + ela.

■ Se intuímos a regra de que só se usa crase diante de palavras femininas quando há preposição seguida de artigo, evitamos ocorrências como "à 80 km", "à correr" ou "à Pedro". Afinal, nunca pensamos em crase com palavras masculinas ou verbos: daí não haver "a lápis", "a contragosto", "a custo".

■ Se lembrarmos que o sinal grave também elimina ambiguidades, evitamos tirar a crase em contextos que a pedem, por exemplo, "à beira", "à boca miúda", "à caça".



"Haver" e "fazer"
No sentido de "existir" e "ocorrer" são impessoais (não flexionados quando indicam tempo passado ou fenômeno meteorológico).


Equivocado:

■ Houveram fatos inusitados na reunião.
■ Houveram muitas chuvas no mês de novembro.
■ Haviam muitas pessoas na palestra.
■ Fazem quatro meses que trabalho aqui.
■ Fazem anos que não a vejo. 

Correto:

■ Houve fatos inusitados na reunião.
■ Houve muitas chuvas no mês de novembro.
■ Havia muitas pessoas na palestra.
■ Faz quatro meses que trabalho aqui.
■ Faz anos que não a vejo.

O verbo com porcentagem
1. Quando uma expressão modifica o sujeito numeral, o verbo concorda de preferência com a expressão, chamada "partitivo" (grifada):
34% do público veio. (Ou, menos usado, 34% do público vieram.);
14% das pessoas vieram.

2. Sem partitivo, o verbo concorda com o número:
34% roubam. 1% rouba. 90% são safados. 1% é honesto.

3. Partitivo antes, o verbo concorda com o número:
Do Congresso, 10% trabalham. Dos congressistas, 1% merece aplauso.

4. O verbo antes da porcentagem concorda com o número:
Trabalha 1% dos congressistas. Flauteiam 90% dos congressistas.

5. Se a porcentagem for qualificada ou determinada, o verbo concorda com o número e a qualificação ou determinação (aqueles, o restante):
Aqueles 87% do Congresso defendem a si próprios. O restante 1% dos congressistas trabalha com dignidade.

Pedir para, pedir algo ou pedir que?


O verbo "pedir" é bitransitivo, isto é, exige dois complementos: um sem preposição, o objeto direto, às vezes oracional, marcado pela presença de "que".

Só se usa "para" junto ao verbo "pedir" quando estiverem implícitas, antes de "para", as palavras "autorização", "licença" ou "permissão": Pediu para ir ao banheiro. Pediu para ir embora. Pedi para entrar.

Se não houver o subentendimento de tais palavras: Ele pediu que lhe comprassem um sanduíche. (Não "para que..."). Pedi que Lenise me açoitasse. (Não "para que..."). Lenise pede a Ina que seja feliz. (Não "para que..."). Pediu-lhe que deixasse de mentir à CPI. (Não "para que...").



Pôr e querer
Use apenas "s" nas formas "quis", "puseste", etc. Nenhuma delas leva "z".



Pronúncia atropelada, escrita confusa
Cuidados com os termos que tendem a ter pronúncia atropelada ou nos causam confusão na escrita:

Apropriado > adivinhar >ascensão > auscultar > a cólera (ira ou doença) > beneficente > curinga (não coringa) > destoar > dissensão > encapuzado (não encapuçado) > exceção > empecilho > figadal (não fidagal) > flagrante > fragrância > frustração > "mau" (quando em oposição a "bom", usa-se "mau"; em oposição a "bem", usa-se "mal") > obsessão > paralisado > perturbar > perspectiva > pichar > privilégio > problema > recorde (pronuncia-se "recórde", não "récorde" nem "recór") > superstição > vultoso.



HÁ x A
Há - Se o período de tempo já passou: "O fiscal chegou há meia hora";
A - Se o período ainda vai ocorrer: "O fiscal voltará daqui a meia hora".

Há tempo - Há = faz. "O fiscal chegou há tempo": faz tempo que chegou.
A tempo - A = em. "O fiscal chegou a tempo": chegou na hora, em tempo.

Há uma hora - Há = faz. "O ônibus passou há uma hora".
À uma hora - Se a referência for à hora do dia: "O ônibus passou à uma hora".
A uma hora - Nos demais casos. "A próxima parada fica a uma hora daqui"; "Ele viajou a uma hora dessas?", etc.


O "há" pode ser substituído por "faz" quando indica tempo passado. E a preposição "a" indica futuro ou distância; substituída por "faz", não fará sentido.

Figura de Linguagem (II)


São divididas em:

FIGURAS DE PALAVRAS: mudança de sentido do seu habitual.

FIGURAS DE PENSAMENTO: uso de expressões/palavras com ideias em sentido diferente do que significam no seu sentido usual- necessitando de uma interpretação.

FIGURAS DE SINTAXE: mudança na estrutura comum das orações.

Logo: São recursos que tornam as mensagens que emitimos mais expressivas.

TIPOS FIGURAS DE PALAVRAS:

Comparação: Comparação de uma ideia, ou expressão, em lugar de outra.

“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”
(Renato Russo)

Metáfora (do grego meta, “mudança“, “alteração”, + phora, “transporte”): É uma espécie de comparação implícita, em que o elemento comparativo não aparece.

“Meu cartão de crédito é uma navalha.”
(Cazuza)

Metonímia (do grego metonymía, “além do nome”, “mudança de nome”): Emprego de um termo por outro, com o qual estabelece uma constante e lógica de continuidade.

“Procurou no Aurélio o significado daquela palavra.”

Catacrese: Emprego uma palavra fora de seu significado real.

“O pé da mesa estava quebrado”

“Dourar uma cabeça de cebola com dois dentes de alho.”

Sinestesia: Mistura numa mesma expressão sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido.

“Assim que o teu cheiro forte e lento
Fez casa nos meus braços e ainda leve
E forte e cego e tenso fez saber
Que ainda era muito e muito pouco.”
(Renato Russo)

LINGUAGEM FIGURADA (I)


LINGUAGEM FIGURADA



Chama-se linguagem figurada ao recurso que utilizamos para maior riqueza da expressão. Nem sempre as palavras em seu sentido mais comum servem para dizer profundamente o que queremos dizer.





As figuras de linguagem distribuem-se de acordo com a variante que expressam na forma da língua. Assim temos:

LINGUAGEM FIGURADA ( I )
figuras de palavra ou tropos;
figuras de construção ou de sintaxe;
figuras de pensamento;
figuras de som.

O MUNDO SECRETO E FANTÁSTICO DAS MULHERES POR KAREN CURI


Você não faz ideia, mas super-heroínas existem e estão por toda parte. Nos subúrbios e nos bairros de luxo, na fila do supermercado, no balanço do trem, em consultórios, avenidas, feiras, praças, bancos, restaurantes. Disfarçadas de cotidiano, se escondem debaixo de uma figura delicada incapaz de levantar a menor suspeita sobre a força que possui. Feitas de carne, osso e poderes sobre-humanos, elas são mais potentes que qualquer bomba atômica, dinamite, meteoro e explosão nuclear. São destemidas, incansáveis, defensoras, protetoras. Saiba um pouco sobre essas fantásticas criaturas super poderosas, mas conhecidas como: mulheres.

A aparência é frágil, embora a estrutura seja bastante resistente. Eu acredito, sinceramente, na hipótese de que cada mulher tem um tipo de raiz profunda e robusta, por isso elas não se abatem com facilidade aos golpes duros da vida. Esqueça, não é qualquer vento que nos derruba. Aguentamos a carga pesada das multi funções, o choro estridente do filho, as necessidades urgentes que não esperaram a sua vez na fila, a saúde frágil dos pais, a cobrança insana do mercado de trabalho, o fim de um relacionamento promissor. O íntimo a todo instante chicoteado pela pressão para que tudo funcione perfeitamente e que nada saia dos trilhos.

Sustentamos e resistimos a tudo e mais um pouco. Mas de onde vem essa força? De que somos feitas então? De kryptonita, material radioativo, células transgênicas, uma mistura de ferro, pedra, aço e minerais? Não. Algo muito mais poderoso. Nós somos feitas de amor. Muito amor. Um amor raro e inigualável, diferente desses que se vê em qualquer quintal, que se vende pela esquinas, amor de meia boca, inerte e franzino.

Dentro de nós cabe um amor maior que o mundo, maior que nós mesmas. Por isso temos tanto para dar, e quanto mais distribuímos, mais nos recarregamos desse amor legítimo. A nossa capacidade de doação é absolutamente infinita. Não importa quantas pessoas nos solicitem, nós somos e seremos preparadas para cuidar de cada uma delas.

As mulheres já nascem com a capacidade de agarrar o mundo com as mãos e colocá-lo no colo. É que toda mulher é meio mãe; chegam com um dispositivo materno instalado, que desde cedo é habilitado automaticamente. Por essa razão somos protetoras, zelosas, acolhedoras. Podem até dizer que carregamos o mundo nas costas, mas a nossa geografia não é a mesma que a do homem. Levamos o mundo é no coração.

Contamos com cinco sentidos hiper aguçados e um sexto sentido infalível. Somos especialistas em disfarces e personagens, assumindo o papel de mãe, de filha, irmã, amiga, dona de casa, executiva, subordinada e, ainda por cima, o papel de mulher. Temos o poder da cura através das nossas mãos e dos nossos beijos, multiplicamos alimentos num piscar de olhos, possuímos o dom da retórica apaziguadora. Nossos braços abraçam gigantes, nossos corpos abrigam outros corpos. Geramos outras vidas. Somos o milagre em forma humana.

Coração de manteiga, choronas, sensíveis, escravas da tpm. Vá lá, todos os heróis têm as suas fragilidades. Conosco não poderia ser diferente.

Formadas em relações humanas e sentimentais de amplo espectro. Pós-graduadas em incansáveis, incontáveis e intermináveis tarefas domésticas. Com experiência em conselhos de amiga e relacionamentos falhos. Mestrado em equilíbrio familiar, competência em estrutura emocional, rotina funcional e multidisciplinar. Doutoras na arte de remendar feridas, com especialização em seguir adiante de cabeça erguida e alma lavada.

Sim, nós somos mulheres. Somos super-heroínas. Nós não desistimos nunca.

15 PINTURAS QUE SÃO DIAMANTES PARA OS OLHOS



Provavelmente: “faltou o quadro tal”. Ouvi coisa semelhante, quando a Revista Bula publicou a relação das dez obras de arte mais importantes da história. Agora abre espaço para as 20 pinturas mais “bonitas”, verdadeiros “diamantes para os olhos” (trocadilho com um título usado pelo jornalista Euler de França Belém). A diferença é de critério, porque a presente escolha é puramente emocional e não intelectual. Trata-se de gosto. Mas relacionei apenas pinturas consagradas, excluindo pintores brasileiros e evitando ao máximo as obviedades (ninguém mais aguenta ouvir falar de Mona Lisa, por exemplo). Além disso, tive a intenção de abranger diferentes estilos para que o leitor tenha uma noção evolutiva da arte. Enfim, se eu fosse um desses sessenta bilionários esnobes que sozinhos detém 50% da riqueza mundial, gostaria de iniciar minha própria coleção a partir das obras listadas (se todas estivessem a venda, é claro). Pelo menos no mundo virtual eu posso fazer de conta que sou um sheik das arábias, com grana suficiente para investir nos leilões da Christie’s ou da Sotheby`s. Ou não somos livres para imaginar ser o que quisermos?

Meus Pais (1977), de David Hockney

Talvez o quadro mais bonito que existe, para mim. O segredo principal aqui é a composição, que denuncia a influência de outro mestre inglês: James Wistler. Diferença crucial: o colorido vivo. (Onde: Tate Gallery, Londres)


O Aniversário (1915), de Marc Chagall

Este quadro retratando o casal Chagal é o mais poético que se possa imaginar, feito pelo único surrealista que parece não ter tido pesadelos, mas apenas sonhos bons. (Onde: Museu de Arte Moderna de Nova York)


Ressurreição de Cristo (1499), de Rafael Sanzio

A “Ressurreição Kinnaird” é a única obra de Rafazel Sanzio no hemisfério Sul, comprada na Europa no pós-guerra pelo legendário Pietro Maria Bardi, em 1954. (Onde: Museu de Arte de São Paulo, MASP)


O Nascimento de Vênus (1483-6), de Sandro Botticelli

Uma daquelas raríssimas imagens da arte alçadas à condição de ícone cultural, obra-prima do Quattrocento. Indiscutivelmente a mais arrebatadora elegoria do amor, jamais pintada por alguém. (Onde: Galleria degli Uffizi, Florença)


Vênus ao Espelho (1647), de Diego Velázquez

O motivo anterior, Vênus, na percepção de um gênio barroco. Porém Velázquez destitui o mito de traços idealizados e concebe uma mulher de carne e osso. Eros vai sobrando numa pintura que desce gradativamente à terra e avança na direção do realismo. (Onde: National Gallery, Londres)


Crucificação de São Pedro (1601), de Michelangelo Caravaggio

O embate entre luz e sombra é uma característica universal do período barroco, oprimido pelas angústias religiosas. Apenas Rembrandt dominou tão bem quanto o mestre italiano esse jogo simbólico entre o claro e o escuro. (Onde: Basílica de Santa Maria del Popolo, Roma)


Wivenhoe Park (1816), de John Constable

Falar em pintura “bonita” sem considerar o gênero paisagístico é quase infame. Mas não confunda com pintura acadêmica, da feirinha de final de semana, porque a obra de Constable dialoga coerentemente com o seu tempo. (Onde: Universidade de Essex, Inglaterra)


Improvisação com Formas Frias (1914), de Wassily Kandinsky

Kandinsky abdicou da pintura figurativa e elevou sua arte ao patamar da música. O título sugere a sinestesia, que associou a determinadas formas e cores em seus textos teóricos. (Onde: The State Tretyakov Gallery, Moscou)


Composição em Vermelho, Azul e Amarelo (1930), de Piet Mondrian

Kandinsky criou a abstração informal e Modrian avançou rumo à abstração formal, rigorosamente geométrica. A feição cartesiana do abstracionismo apela à razão e não à emoção. É uma das pinturas mais emblemáticas do século 20. (Onde: coleção particular)


Cabaça, Frutas Cítricas e Cacto (data desconhecida), de Albert Eckhout

Ao lado de Frans Post, Eckhout integrou a expedição de Maurício de Nassau no Brasil durante o século 17. É um mestre na arte de pintar naturezas mortas, concebendo uma pintura digna de Vermeer, a partir dos trópicos. (Museu Nacional da Dinamarca)


Ninfeias (1903), de Claude Monet

Como William Turner em seus melhores momentos, Monet neste quadro da série “Ninfeias” cria uma ilusão de abstração a partir das formas naturais. Já é um virtuose do próprio estilo, recluso em seu jardim e distanciado do estilo inaugural do Impressionismo. (Onde: coleção particular)


A Noite Estrelada (1889), de Van Gogh

A neurose de Van Gogh é “tátil”, traindo-se em sua técnica personalíssima: uso de tinta empastada e pinceladas obsessivas, criando visões delirantes como se as cores e a própria natureza dançassem. (Onde: Museu de Arte Moderna de Nova York)


A Dança (1910), de Henri Matisse

Matisse é o pintor mais agradável da história da arte moderna. E nenhuma de suas obras se compara a esta celebração, com destaque para a notável harmonia entre as cores quente (laranja), fria (azul) e intermediária (verde). (Onde: Museu de Arte Moderna de Nova York)


O Voo da Libélula Sob o Sol (1968), de Joan Miró

Miró é o mais original dos criadores de signos pictóricos do século 20: nem é totalmente abstrato nem totalmente figurativo. Abriu para nós as portas de um cosmo povoado por “criaturas” emergidas do subconsciente. (Onde: Museu de Arte Moderna de Nova York)


Moonlight (2011), de Yan Pei Ming

Pintura expressionista e dramática de um dos mais fecundos artistas da atualidade. O quadro emula claramente “A jangada de Medusa”, de Géricault. Não lembra também o horror e a tragédia dos refugiados sírios? (Onde: coleção particular, Nova York)

Revista Bula

Pensamento do dia:"Deus o ama, portanto não fique com medo."


"Então ele me tocou de novo, e com isso senti as minhas forças voltarem.
Ele disse:
— Deus o ama. Portanto, não fique com medo. Que a paz de Deus esteja com você. Anime-se! Tenha coragem!
Então eu me senti bem mais forte e respondi:
— Fale, pois o senhor me deu novas forças.

Daniel 10. 18 e 19

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