MACEIÓ - Em Alagoas, tem um estado para cada tipo de viajante. A capital Maceió é o endereço do turismo fácil, com atrações no quintal de casa; a Costa dos Corais, no litoral norte, que inclui Maragogi, é o turismo de massa que vê encher piscinas naturais, visitadas em passeios de um dia; e a Rota Ecológica é onde São Miguel dos Milagres e a Praia do Marceneiro se exibem para poucos.
Seja qual for seu estilo, uma viagem por aqueles mares é certeza de ter diante dos olhos uma das mais belas costas do Nordeste. Com 230km de extensão, o litoral alagoano tem espaço para esportistas mais intrépidos em faixas urbanas de areia, artesanato colorido inspirado em redes de pescadores, praias de matizes que a gente nem consegue classificar e endereços escondidos que ainda (quase) não foram descobertos.
Maceió é a principal porta de entrada. São 40km de praias, que incluem faixas urbanas, mas não menos impactantes, e atrativos mais afastados, no norte e sul da cidade. Conhecida como Orla Principal, a área mais central é formada pelo trio Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca, além da mais afastada Cruz das Almas. E independentemente da escolhida para estender a canga, todas terão mar de tons variados, não encontrados facilmente em praias urbanas do Nordeste.
Praia de Antunes, em AlagoasFoto: Eduardo Vessoni / .
Praia de Peroba, na divisa de Alagoas com PernambucoFoto: Eduardo Vessoni / ,
Galés de Maragogi, em AlagoasFoto: Eduardo Vessoni / .
Praia de Ponta Verde, em Maceió, AlagoasFoto: João Schawrtz/Semptur Maceió / ,
Mergulho na praia do Francês, litoral sul de AlagoasFoto: Juan Cela/Eco Scuba / .
Praia do Carro Quebrado, no litoral norte de AlagoasFoto: Eduardo Vessoni / .
Trilha do Visgueiro, em Maragogi, AlagoasFoto: Eduardo Vessoni / .
Projeto Mulheres de Fibras, em Maragogi, AlagoasFoto: Eduardo Vessoni / .
Bordado de filé, típico de AlagoasFoto: Eduardo Vessoni / .
Já o litoral sul da capital é frequentado por locais, cujas praias sem estrutura turística e com ondas fortes, como Praia do Sobral e Pontal da Barra, atraem surfistas. Vale lembrar que as famosas praias do Francês e do Gunga estão nos municípios de Marechal Deodoro e Roteiro.
Mas é a partir do litoral norte, pelas estradas AL-105 e AL-101, que começa a sequência de águas de tons exagerados, entre Jacarecica e Ipioca, região menos frequentada por turistas. Dali, em direção a Pernambuco, o viajante chega a locais com talento para paraíso, como Maragogi e a Rota Ecológica. Mas antes vale uma parada na isolada praia do Carro Quebrado, em Barra de Santo Antônio.
FALÉSIAS E CARCAÇAS DE AUTOMÓVEIS
Recortada por falésias de diferentes tons, a praia abriga poucas barracas simples, decoradas com carcaças de automóveis, em referência aos vários carros que ficaram presos ali pela subida da maré. Fica a 40km de Maceió e tem 6km de extensão. Pode ser vista a partir de mirantes naturais, onde se chega apenas de carro ou a bordo de barcos que saem no restaurante Mar e Cia, na Praia de Paripueira. Esse ponto de partida é um dos poucos locais da região para refeições.
O azul foi eleito o protagonista do living desta casa. As diferentes nuances da cor despontam no tapete com nuvens brancas, na parede atrás da escada e até no sofá. Para completar o clima despojado, estrelas do mar foram distribuídas sobre a mesa de base de tramas de arame, bem como as pedras brancas no canto da sala. A poltrona rosa claro serve para quebrar o excesso de tons azuis do lugar. Um toque moderno foi facilmente conquistado com os três objetos decorativos que aparecem na mesa.
No teatro, chama-se de quarta parede a divisão imaginária que existe entre o palco e o público, através da qual a plateia assiste à encenação, mas sem participar. Assim como em algumas peças em que tal divisória é colocada abaixo – e o público é convidado a interagir com os atores – o fotógrafo Klaus Frahm resolveu romper barreiras, mas de uma maneira surpreendente.
Em sua série The Fourth Wall, o alemão inverte a perspectiva do observador, adotando a visão de quem está sobre o tablado, e revela a imensidão do backstage de antigos teatros e óperas europeias.
Ao lançarem luz sobre a parafernália tecnológica e sobre espaço oculto que fica por trás das cortinas – que chega a ser três vezes mais amplo que a área dos assentos –, as imagens capturadas por Frahm são capazes de transformar até mesmo o mais amplo e ornamentado auditório em um delicado cenário coberto por cadeiras.
O projeto começou em 2010 enquanto o fotógrafo documentava um novo teatro para um arquiteto. Ao perceber a força das imagens, ele não parou mais.