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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Egito - a arte da imortalidade





EGITO – 4000 a 1000 a.C. – imortalidade

Começou a formar-se há mais ou menos quatro mil anos antes de Cristo, nas proximidades do Rio Nilo. O rio, um verdadeiro oásis no deserto, foi essencial para a concentração de uma população mesclada entre mediterrâneos, asiáticos e africanos, que, principalmente a partir de 3300 a.C., tinham na agricultura e no pastoreio suas principais atividades, guiadas pelas cheias do Nilo.

Rio Nilo

Após a unificação do norte e sul, por volta de 3000 a.C., o Egito foi se desenvolvendo cada vez mais. A escrita dava seus primeiros passos, bem como as técnicas sobre metais (em especial os mais moles como o ouro e o cobre), a tecelagem e a cerâmica.
KA – espírito imortal do faraó; força vital. Acreditava-se que o faraó era como um deus sobre a terra.
EMBALSAMENTO – receptáculo durável para o espírito. Etapas: extração do cérebro do cadáver pelas narinas, com um gancho de metal. Imerso em salmoura, permanecia lá por 2 meses. Enrugado, era envolto com ataduras e depois levado ao caixão e finalmente ao sarcófago de pedra. O clima seco e a ausência de bactérias na areia e no ar ajudavam a manter o corpo.

Múmia de Nefertiti, esposa do faraó Akhenaton
TUMBAS - temos conhecimento de como era a civilização pelas tumbas, pois depositavam todos os bens terrenos para que usassem na eternidade. Essas enormes construções geométricas de pesadas pedras, simbolizando profunda solidez e força, eram construídas para abrigarem, em seu centro, a múmia do faraó. Possuíam, além da própria câmara funerária (normalmente repleta de tesouros), várias câmaras “decoradas“ com imagens e fórmulas mágicas. Talvez as mais conhecidas tumbas sejam as pirâmides de Quéops, Quefren e Miquerinos, perto de Mênfis (então capital do Império).



ARTE EGÍPCIA

A principal preocupação da arte egípcia era a de garantir uma vida eterna confortável para seus soberanos (faraós = reis), considerados deuses.
A arte pretendia ser útil: não se falava em peças ou em obras belas, e sim em eficazes ou eficientes. O intercâmbio cultural e a novidade nunca foram considerados como algo importante por si mesmos. Assim, as convenções e o estilo representativo da arte egípcia, estabelecidos desde o primeiro momento, continuaram praticamente imutáveis através dos tempos. Sua intenção fundamental, sem dúvida, não foi a de criar uma imagem real das coisas tal como apareciam, mas sim captar para a eternidade a essência do objeto, da pessoa ou do animal representado.

Ísis: perceba a cor ocre que caracteriza a figura feminina.

PINTURA - As pinturas e os hieróglifos nas paredes das tumbas eram uma forma de registro da vida e atividades diáriasdo falecido, nos mínimos detalhes. Eram feitos em forma de painéis e divididos por linhas com hieróglifos. O tamanho da figura indica sua posição: faraós representados como gigantes, e servos quase como pigmeus. O homem era pintado em vermelho, a mulher em ocre.


Algumas pinturas referiam-se à vida egípcia, como caçadas, pescas e o cultivo da terra, além de mostrar os animais característicos da região, revelando grande poder de observação. Um dado interessante nas pinturas era a extrema importância dada ao colorido.


HIEROGLIFO – símbolos, como uma língua egípcia que, ao invés de letras, são desenhos – “escrita mais refinada egípcia utilizada nos monumentos, com sinais da flora e fauna do país).”


Hieroglifos em alto relevo

Outras características importantes das representações humanas egípcias também já aparecem nessa época, seguindo aLei da Frontalidade:

- Cabeças e pés vistos de perfil;
- Olhos mostrados frontalmente;
- Metade superior dos ombros e tronco de frente;
- Braços e pernas apresentados por inteiro, de perfil.


A respeito dessas representações contorcidas, elas eram realizadas, por exemplo, a partir dos ângulos que melhor representassem determinada parte do corpo. Assim, a cabeça, braços e pernas são mais facilmente vistos de lado, os pés, melhor vistos de dentro (preferiam o contorno partindo do dedão, o que muitas vezes dava a impressão de dois pés esquerdos). Os olhos, por sua vez, de frente são mais expressivos, bem como a metade superior do tronco, mais nítidas se observadas de frente.

ESCULTURAS /ESTÁTUAS – eram consideradas a morada alternativa do ka, em caso do corpo mumificado se deteriorar e não poder hospedá-lo. Feitas para durar eternamente, o material usado era granito ou diorito. Sentadas ou em pé, com poucas partes protuberantes, suas poses eram quase sempre frontais e braços perto do dorso.



A pedra calcária e a madeira eram os principais materiais com que as esculturas dessa época eram realizadas. Esculturas em relevo também eram muito comuns. A escultura em relevo servia a dois propósitos fundamentais: glorificar o faraó (feita nos muros dos templos) e preparar o espírito em seu caminho até a eternidade (feita nas tumbas).


A esfinge, com corpo de leão, cabeça e busto de mulher, com 19,8 metros de altura, também dessa época, já demonstra o gosto egípcio por esculturas em larga escala.



Akenaton – faraó reformador radical e artista que proporcionou um afrouxamento temporário das convenções artísticas,fez uma representação naturalística de sua esposa, Nefertiti.


Ao invés dos vários deuses que sempre governaram a vida egípcia, tentou instituir o culto a um único deus: Aton, que deveria ser representado como um sol. Mudou seu nome para Akhenaton. A arte dessa época, que até então mantinha-se fiel às tradições do passado, foi bastante modificada. Tornou-se menos pesada e mais descritiva.
As representações dos faraós, que mantinham-se praticamente inalteradas desde o começo da história do país, agora eram realizadas de uma maneira menos formal e solene, em poses mais relaxadas. O busto “Rainha Nefertiti“ possui uma graça e fluidez jamais vista na arte egípcia. Após sua morte, o reinado de seu filho Tutancâmon logo restabeleceu as antigas crenças.


Tutankamon, ao morrer aos 19 anos, deixou o maior legado egípcio: sua tumba foi a mais intacta já achada pelos arqueólogos; dentro havia carruagens, camas dobráveis e objetos, tudo feito de ouro. Sua máscara escondia mais 3 camadas de madeira, e depois, a própria múmia.




Após o reinado de Ramsés II (aproximadamente 1200 a.C.), o Egito entra cada vez mais em decadência. Os persas, o exército de Alexandre Magno e posteriormente os romanos acabaram por dominar definitivamente o Egito, que nunca mais teve um período de apogeu tão grande quanto o verificado nessa época histórica.

Veja um trecho do filme "Cleópatra", de 1963, com Elizabeth Taylor: aqui é bem
retratada a suntuosidade e riqueza do Egito.


Referências bibliográficas:
STRICKLAND, Carol. Arte comentada: da pré-história ao pós-moderno. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.
UGOLOTTI, B. M. Enciclopédia da civilização e da arte: arte antiga. I volume. São Paulo: Martins, 2000.
http://www.coladaweb.com/artes/arteegito.htm

http://www.historiadaarte.com.br/arteegipcia.html
http://julirossi.blogspot.com.br/2008/01/blog-post.html

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Bienal do Mercosul junta ciência e arte


Mostra no RS engloba experiências e pesquisas

Frame do vídeo feito pela dupla Gilda Mantilla e Raimond Chaves que mostra a atmosfera turva de Lima

1952. A revista Time publica a imagem de um gaúcho laçando um avião. Na época, Porto Alegre foi “vendida” como o lugar onde tudo era possível e os homens podiam dominar a máquina. A partir dessa imagem, a curadora mexicana Sofía Hernández Chong Cuy começou sua pesquisa para a 9ª Bienal do Mercosul, que começa nesta sexta-feira, o que a levou a convidar 66 artistas “inventores” que investigassem os fenômenos naturais e as possibilidades de reinvenção.

“A maioria das obras serão colaborações de artistas com cientistas no desenvolvimento de projetos que nos permitem ver coisas que supostamente são invisíveis”, explica a curadora. Desta forma, obras nasceram de experimentos como o de Allan McCollum, que construiu uma máquina de fazer raios, ou o de Trevor Paglen, que enviou um disco ao espaço com imagens e sons característicos do mundo contemporâneo.
Releitura do brinquedo feito por Charles Eames assinada pelo mexicano Edgar Orlaineta

Se a matéria da Time começava falando que o céu claro favorecia uma melhor visão e perspectiva do futuro, o clima é um assunto que permeia algumas obras dessa Bienal. Em Observaciones sobre la ciudad de polvo, a dupla formada pela argentina Gilda Mantilla e o colombiano Raimond Chaves aborda Lima a partir de sua peculiaridade meteorológica. “É uma cidade com atmosfera opaca, turva e pouco renovada”, diz a artista.

“No pós-guerra muitas indústrias convidaram artistas e arquitetos para dar um novo olhar ao produto”, explica a curadora. Foi o caso da empresa de alumínio Alcoa, que convidou Charles Eames para desenvolver, em 1958, um brinquedo movido a energia solar. Nos pampas, o mexicano Edgar Orlaineta vai apresentar a versão latina da peça de Eames. Quem visitar a mostra poderá ver, ainda, uma caverna de papelão criada pelo americano Tony Smith junto a uma fábrica de celulose, mas que nunca havia saído da prancheta por falta de tecnologia.

A ideia é revolucionar também no uso de materiais. Jessica Warboys iria trazer a série Sea Painting – na qual submerge no mar a tela desenhada, a fim de absorver traços dos movimentos das ondas e areia –, mas quando descobriu que a maioria da madeira da região é destinada à fabricação de instrumentos, resolveu fazer uma instalação com imagens e vídeos para tentar entender como a música nos toca e qual é o papel da madeira nesse processo.

Para fechar com chave de ouro – quase literalmente –, a curadora selecionou três obras em que Mira Schendel propôs novo uso e linguagem para esse nobre metal: luxuosas telas abstratas!

9ª Bienal do Mercosul – De 13 de setembro a 10 de novembro, em vários espaços de Porto Alegre

Escultura da série Cauda, de Tatiana Blass, que esteve na Bienal de 2010


Abertura da Bienal de São Paulo, em 1961


Fotografia de Jessica Warboys que pretende discutir o uso da madeira para a feitura de instrumentos musicais


Tela de Mira Schendel da década de 1980

Fonte: Casa Vogue

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Você conhece um museu de arte subaquático? Surpreenda-se com o MUSA.


As águas cristalinas de Cancun, no México, não oferecem apenas uma fantástica vista à superfície. Escondem um verdadeiro tesouro nas profundezas: um museu de arte subaquático. Jason DeCaíres é o responsável pelas várias exposições - entre elas “A evolução silenciosa”, composta por 400 esculturas humanas, em tamanho real, que representam a mudança e a transformação dos seres ao longo dos tempos.



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O MUSA tem praticamente tudo o que qualquer outro museu tem. Tem arte, história e está aberto ao público. A grande diferença está no facto de que, aqui, não existem paredes. O Museu Subaquático de Arte está instalado dentro do Parque Marinho de Cancun, submerso.
Os primeiros passos para a construção deste ambicioso projecto foram dados em 2009, por Jaime Gonzalez Cano, Roberto Diaz e Jason DeCaires Taylor. Este último, (re)conhecido artista pelos trabalhos já realizados nas profundezas de outros mares, é, para além de director artístico do museu, responsável e criador das várias exposições apresentadas. Depois de uma infância passada entre as águas da Malásia e uma formação superior em Escultura e Cerâmica em Londres, Jason DeCaires trabalhou vários anos como instrutor de mergulho, ao mesmo tempo que investia também na fotografia subaquática.
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A sua forte ligação ao mar, o fascínio pela natureza e as actividades a que se foi dedicando levaram-no, em 2006, a criar o primeiro parque subaquático de esculturas em Granada, nas Antilhas. Três anos depois, já estavam a ser projectados o MUSA e algumas exposições - entre elas “A evolução silenciosa”. Composta por 400 esculturas de formas humanas, em tamanho real, todas as figuras foram inspiradas em pessoas, sobretudo habitantes mexicanos - de todas as idades e classes sociais, de ambos os sexos. As primeiras trezentas esculturas foram colocadas em agosto passado e as restantes cem, no mês de novembro.
Numa espécie de linha de tempo, num profundo momento de silêncio e concentração, as esculturas de Jason DeCaires representam as mudanças e a evolução do ser humano ao longo dos séculos. E, tal como nós, elas próprias também mudarão a sua aparência. Fabricadas com materiais que não prejudicam o meio ambiente (cimento marinho, areia, pequenas rochas, varetas e coral vivo), vão permitir a multiplicação das espécies. Ou seja, com o passar do tempo, vão transformar-se em recifes artificiais, onde será possível recomeçarem a crescer outros (novos) recifes.
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Este processo irá não só contribuir para a conservação da vida marinha do parque, como desviar futuros mergulhadores do local, diminuindo assim o impacto no habitat.
“A evolução silenciosa” é, sem dúvida, uma forte atracção turística. Uma exposição interactiva, onde os visitantes mergulham nas águas mexicanas e podem explorar as obras nadando à sua volta. E, dependendo do momento do dia em que o façam, a vida subaquática vai encarregar-se de apresentar as esculturas com “diferentes visões”.
Por detrás de tudo isto está o principal objectivo de Jason DeCaires: alertar a população para a protecção do meio marinho. O artista inglês incorpora nas suas esculturas o poder transformador e sobretudo regenerador da natureza. A partir deste ano, o MUSA vai contar com a participação de outros artistas, que queiram “unir” as artes e a ciência, repovoando o fundo do mar duma forma bela.
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Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2011/08/jason_decaires_esculturas_subaquaticas.html#ixzz1VVNU7O4E

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