SEJA BEM-VINDO!

A ARTE RENOVA O OLHAR!
Mostrando postagens com marcador Olavo Bilac. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Olavo Bilac. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

"Ora (direis) ouvir estrelas!"

VIA LÁCTEA

"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".

Olavo Bilac

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Via Láctea




Via Láctea
(Olavo Bilac)

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…

E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”

terça-feira, 28 de junho de 2016

MEIO-DIA



MEIO-DIA


Meio-dia. Sol a pino. 
Corre de manso o regato. 
Na igreja repica o sino; 
Cheiram as ervas do mato. 

Na árvore canta a cigarra; 
Há recreio nas escolas: 
Tira-se, numa algazarra, 
A merenda das sacolas. 

O lavrador pousa a enxada 
No chão, descansa um momento, 
E enxuga a fronte suada, 
Contemplando o firmamento. 

Nas casas ferve a panela 
Sobre o fogão, nas cozinhas; 
A mulher chega à janela, 
Atira milho às galinhas. 

Meio-dia! O sol escalda, 
E brilha, em toda a pureza, 
Nos campos cor de esmeralda, 
E no céu cor de turquesa... 

E a voz do sino, ecoando 
Longe, de atalho em atalho, 
vai pelos campos, cantando 
A Vida, a Luz, o Trabalho.

© OLAVO BILAC 
In Poesias Infantis (2ª Ed.), 1929 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Ouvir Estrelas



Ouvir Estrelas

"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo 
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto, 
Que, para ouvi-las muita vez desperto 
E abro as janelas, pálido de espanto... 

E conversamos toda noite, enquanto 
A Via Láctea, como um pálio aberto, 
Cintila. E, ao vir o sol, saudoso e em pranto, 
Inda as procuro pelo céu deserto. 

Direis agora: "Tresloucado amigo! 
Que conversas com elas? Que sentido 
Tem o que dizes, quando não estão contigo?" 

E eu vos direi: "Amai para entendê-las! 
Pois só quem ama pode ter ouvido 
Capaz de ouvir e de entender estrelas".

LinkWithin

.post-body img{ -webkit-transition: all 1s ease; -moz-transition: all 1s ease; -o-transition: all 1s ease; } .post-body img:hover { -o-transition: all 0.6s; -moz-transition: all 0.6s; -webkit-transition: all 0.6s; -moz-transform: scale(1.4); -o-transform: scale(1.4); -webkit-transform: scale(1.4); }