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quarta-feira, 14 de março de 2018

Aprenda a concordar os verbos impessoais



Os estudos de hoje são pertinentes aos verbos impessoais, ou seja, aos verbos que não possuem sujeito. Como eles não possuem sujeito, não têm com quem concordar, ficando, então, obrigatoriamente, na terceira pessoa do singular, com exceção do verbo SER, que, por isso mesmo, será o último verbo que estudaremos. Vamos aos estudos: Os verbos impessoais são os seguintes: 


a) Verbos que denotam fenômenos da natureza 

Ex. Choveu ontem à tarde. 

Geia sempre no Paraná. 

Esses verbos, quanto à predicação verbal, são intransitivos, pois não possuem complemento. 

Caso haja na frase um sujeito claro, mesmo sendo fenômeno da natureza, obviamente o verbo não mais será impessoal. O mesmo acontece se o verbo for usado em sentido figurado. Em ambos os casos, o verbo concordará com o sujeito. 

Ex. Choveram pedras enormes durante a tempestade. (sujeito simples = pedras enormes) 

"Chovia uma chuvinha fina de resignação" (sujeito simples = uma chuvinha fina de resignação) 

Choveram papeizinhos sobre os soldados que desfilavam. (sujeito simples = papeizinhos) 


b) Verbo fazer, indicando tempo decorrido ou fenômeno da natureza

Ex.: O Colégio Maxi existe faz quatorze anos. 

Ontem fez dez anos que ele morreu. 

Faz noites friíssimas nas serras gaúchas. 

O verbo fazer, quanto à predicação, é transitivo direto. O elemento que parece ser sujeito, na verdade é objeto direto. 

Ex.: Faz noites friíssimas. (noites friíssimas = objeto direto) 

Em locução verbal, cujo verbo principal seja fazer, indicando tempo decorrido ou fenômento da natureza, o verbo auxiliar também ficará na terceira pessoa do singular. 

Ex.: Deve fazer dez anos que ele morreu. 


c) Verbo haver, significando existir ou acontecer ou indicando tempo decorrido. 

Ex.: O Colégio Maxi existe há quatorze anos. 

Há problemas gravíssimos que não conseguimos resolver. 

O verbo haver, quanto à predicação, é transitivo direto. O elemento que parece ser sujeito, na verdade é objeto direto. 

Ex.: Há problemas gravíssimos. (problemas gravíssimos = objeto direto) 

Em locução verbal, cujo verbo principal seja haver, significando existir ou acontecer ou indicando tempo decorrido, o verbo auxiliar também ficará na terceira pessoa do singular. 

Ex.: Poderá haver soluções para esses problemas? 

Não se deve usar o verbo haver na indicação de tempo decorrido junto com o advérbio atrás. Ou se usa um ou outro. 

Ex.: Há quinze dias eu estive em São Paulo. 

Quinze dias atrás eu estive em São Paulo. 

É errado dizer:

Há quinze dias atrás eu estive em São Paulo. 

Com outros significados, o verbo haver deverá concordar com o sujeito. 

Ex.: Eles hão de entender o caso. 


d) com a expressão passar de, indicando horas 

Ex.: Já passa das 10h. 


e) com as expressões chegar de e bastar de no imperativo 

Ex.: Basta de baderna, garotos. 

Esse é o único caso de verbo no imperativo com oração sem sujeito; todos os outros têm sujeito oculto. 


f) com o verbo ser, indicando horas, datas e distâncias 

Esse verbo, apesar de ser impessoal, não ficará obrigatoriamente na terceira pessoa do singular. 

Quando indicar horas, o verbo concordará com o numeral a que se refere: 

Ex.: São duas horas da tarde. 

É uma e cinqüenta e dois. 

Era meio-dia quando ela chegou. 

Quando indicar distância, também concordará com o numeral a que se refere: 

Ex.: São mais de quinhentos quilômetros de Londrina a São Paulo. 

Quando indicar datas, tanto poderá ficar no singular quanto no plural, com exceção do primeiro dia do mês; nesse caso, o verbo ficará apenas no singular: 

É primeiro de novembro. 

É dez de novembro. (= É dia dez de novembro) 

São dez de novembro. (= São dez dias de novembro) 

DÍLSON CATARINO

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