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A ARTE RENOVA O OLHAR!

sábado, 29 de abril de 2017

"Silêncio, por favor, que vamos falar de caráter e de árvores"




"Para que o caráter de um ser humano revele qualidades verdadeiramente excepcionais, é preciso ter a sorte de poder observar os seus atos durante muitos anos. Se esses atos forem desprovidos de todo o egoísmo, se o ideal que os conduz resulta de uma generosidade sem par, se for absolutamente certo que não procuram recompensa alguma e se, além disso, ainda deixam no mundo marcas visíveis, estamos então, sem sombra de dúvida, perante um caráter inesquecível.



Lugares onde se vive mal. As famílias vivem encostadas umas contra as outras neste clima de uma dureza excessiva, tanto de inverno como de verão, exasperada por egoísmos inconciliáveis. Uma ambição irracional cresce desmesuradamente, num desejo incessante de se escaparem dali. Até as qualidades mais sólidas quebram debaixo desse perpétuo contraste. As mulheres remoem rancores. Em tudo existe rivalidade, desde a venda de carvão até ao banco em que se sentam na igreja, dos vícios e virtudes que combatem entre si numa luta incessante e sem paz. E além de tudo isso, o vento incessante e sem descanso, irrita e enerva toda a gente. Há surtos de suicídio e muitos casos de loucura, quase sempre homicida.


O pastor, que não fumava, foi buscar um pequeno saco e despejou sobre a mesa um monte de bolotas. Pôs-se a examiná-las uma a uma com muita atenção, separando as boas das más. Eu fumava o meu cachimbo. Propus-me ajudá-lo. Respondeu-me que aquilo era uma tarefa sua. Pude confirmar isso mesmo, observando o cuidado com que o fazia, e não insisti. A nossa conversa resumiu-se a essa troca de palavras.


Quando juntou uma pilha razoável de bolotas, começou a contá-las e separou-as em pacotes de dez. Ao fazê-lo, ainda eliminava as mais pequenas e as que estavam ligeiramente gretadas, pois examinava-as realmente de perto. Quando conseguiu separar cem bolotas perfeitas, parou e fomos deitar-nos.


A companhia daquele homem dava paz.



Ao chegar ao lugar pretendido, pôs-se a espetar na terra o varão de ferro que trazia. Fazia um buraco, onde punha uma bolota, e depois tapava-o com terra. Plantava carvalhos.


Perguntei-lhe se a terra lhe pertencia. Respondeu-me que não. Perguntei-lhe se sabia a quem pertencia. Também não sabia. Supunha que fosse terreno comunitário ou então propriedade de alguém a quem não interessava? Para ele não era importante saber a quem pertencia a terra. E, assim, plantou as cem bolotas com cuidado extremo.


Depois do almoço, voltou à separação de bolotas. Devo ter sido bastante insistente nas minhas perguntas porque ele me respondeu. Há três anos que plantava árvores naquela região deserta, sozinho. Já tinha plantado cem mil das quais vinte mil já tinham nascido. Dessas vinte mil, ele ainda contava perder metade, devido aos roedores e a tudo o que há de imprevisível nos desígnios da Providência. Sobravam dez mil carvalhos que iriam crescer ali onde antes não havia nada.



Disse-lhe que, daí a trinta anos, esses dez mil carvalhos estariam magníficos. Ele respondeu-me simplesmente que, se Deus lhe desse vida, dentro de trinta anos teria plantado tantas outras árvores que estas dez mil não passariam então de uma gota de água no oceano.



Quando penso que um único homem, reduzido aos seus simples recursos físicos e morais, foi suficiente para fazer surgir do deserto esta terra de Canaã, acho que, apesar de tudo, a condição humana é admirável. Mas, quando faço contas a tudo aquilo que foi necessário de constância, de grandeza de alma, de persistência, de generosidade, para alcançar este resultado, sou tomado de um imenso respeito por este velho homem do campo, sem cultura, que soube levar a cabo esta obra digna de Deus.

Elzéart Bouffier morreu tranquilamente em 1947, no asilo de Banon."


http://umjeitomanso.blogspot.com.br/2013/04/o-homem-que-plantava-arvores.html

Ideias incríveis para adaptar ao seu apartamento





Amei!

MASP apresenta retrospectiva sobre Teresinha Soares


O museu apresenta exposição solo da artista que ganhou destaque ao se contrapor ao machismo por meio da arte


POR GIOVANNA MARADEI 
FOTOS DIVULGAÇÃO


Inaugurando uma série de exposições que terão como eixo comum a sexualidade, o MASP apresenta, a partir de 28 de abril, a mostra "Quem tem medo de Teresinha Soares?", com cerca de 50 obras da artista mineira que destaca-se por combater tabus e colocar questões de gênero em pauta com o seu trabalho.

Nascida em Araxá, em 1927, a artista plástica Teresinha Soares foi também escritora, além da primeira vereadora eleita de sua cidade natal, miss, funcionária pública e professora. Hoje suas pinturas, desenhos, gravuras e instalações, ocupam o 2º subsolo do museu na primeira exposição panorâmica de Soares em um museu, que é também sua primeira grande individual em mais de 40 anos.

Casa Suspeita de Teresinha Soares (Foto: Divulgação)

A representação do corpo é um dos motivos mais recorrentes da obra de Soares, que trata desde o erotismo e o sexo, até o nascimento, a morte e a relação com a natureza. Além da temas de gênero, como a liberação sexual feminina, a violência contra a mulher, a maternidade e a prostituição, porém, vale destacar que Tersinha fez obras lidando com acontecimentos políticos, como a série de pinturas Vietnã (1968), na qual apresenta uma irreverente abordagem sobre o tema.
Inseminação artificial de Teresinha Soares (Foto: Divulgação)


"Quem tem medo de Teresinha Soares?" insere-se no contexto da programação de 2017 do MASP em torno da mostra Histórias da sexualidade, que contará com exposições monográficas de artistas brasileiros e internacionais que levantam questionamentos sobre corporalidade, desejo, sensualidade, erotismo, feminismo e questões de gênero.
Mamãe eu quero de Teresinha Soares (Foto: Divulgação)

A exibição de Teresinha Soares estará em cartaz até o dia 6 de agosto e logo após já estão confirmadas mostras individuais de Wanda Pimentel, Henri de Toulouse-Lautrec, Miguel Rio Branco, Guerrilla Girls, Pedro Correia de Araújo e Tunga.

A conspiração dos gatos








Tente mover o mundo























A Política em Platão


A Política em Platão

A filosofia de Platão o conduziu desde cedo à concepção de um projeto político tão amplo quanto seu projeto filosófico e pedagógico que culminou com a fundação de sua escola: a Academia de Atenas. Desde a sua convivência com Sócrates e principalmente com sua condenação e morte, Platão esteve diante de fatos político. Ademais, a “[...] criação do projeto político de Platão teve origem, antes de tudo, nas decepções do filósofo com os modelos de governo baseados na democracia e nas ações dos governantes de seu tempo. O ponto culminante dessa criação foi a condenação e morte de Sócrates” (MENESCAL, 2009, p. 20).

A influência de Sócrates é tão grande, que ele será o protagonista da maioria das obras escritas por Platão, que nunca aparece em suas obras dando sempre voz ao seu mestre Sócrates como se ele, Platão, fosse apenas um interlocutor de toda a sabedoria de seu mestre. Como é o caso, por exemplo, de uma das obras mais importantes de Platão, a saber, A República, onde o filósofo usa o personagem do seu mestre Sócrates para dar vida ao ideal de uma sociedade justa e harmoniosa. O título da obra de Platão em grego na realidade é Politéia e segundo José Pabón e Fernández-Galiano na introdução da obra para o espanhol La República (apud PLATÃO, 2006) uma tradução mais exata para Politéia seria “regime ou governo da polis”. É principalmente a partir da tradução latina para Res publica que o título da obra ganhou essa conotação.



Dentre todas as obras produzidas por Platão e chegadas à atualidade, A República talvez seja a de maior destaque, não por ser o mais longo diálogo ou um dos mais longos escritos, mas pela exposição mais cuidada e bem definida de temas centrais do pensamento do filósofo (MENESCAL, 2009, p. 41).



A República é, com efeito, uma de suas obras principais quando o tema se refere à política mas não é a única. Platão escreveu também uma outra obra intitulada As Leis e, nesse contexto, é preciso mencionar também a Carta VII, escrita por Platão de um conjunto de XIII Cartas escritas pelo filósofo mas das quais nem todas são consideradas autênticas (PLATÃO, 1973 e 1980). A Carta VII é considerada pelos especialistas como de autenticidade menos duvidosa e apresenta uma espécie de autobiografia de Platão onde o mesmo relata as experiências que tivera na cidade de Siracusa, durante os governos de Dionísio – o velho –, e Dionísio – o jovem (BARROS, 2006; MENESCAL, 2009). A Carta VII foi escrita por Platão dirigida aos amigos e parentes de Díon, amigo e seu discípulo, por ocasião de sua morte, e também sobrinho de Dionísio, tirano de Siracusa. Foi a pedido de Díon que Platão empreendeu suas viagens a Siracusa em suas tentativas, todas malogradas, de transformar a tirania siracusana em realeza. Na Carta VII Platão fala dessas experiências (sobre as experiências de Platão em Siracusa, veja em nosso website o texto A Experiência de Platão em Siracusa).

Já a obra A República tem como tema central a discussão em torno do conceito de justiça e a sociedade ideal, mas também apresenta vários outros temas tais como: as diferentes formas de governo; as virtudes que devem possuir os governantes e que devem existir na cidade, tais como a sabedoria, coragem, temperança e justiça (PLATÃO, 1993, 427e e seguintes); a teoria do filósofo-rei; até mesmo o tema da educação e da instrução aparecem na obra (PLATÃO, 1993, 423e e seguintes) de como se deve educar governantes, guardiões e filósofos, para que executem bem a sua função.

Inicialmente o diálogo trata de refutar algumas teses apresentadas acerca da natureza da justiça, sobretudo pelo sofista Trasímaco, para quem a justiça consiste no interesse do mais forte (338c). E Sócrates irá se opor frontalmente a esta definição.



Após uma primeira investigação sobre a justiça de um homem, Sócrates propõe recorrer a algo maior, a saber, uma cidade, a fim de aí enxergar melhor a justiça (368d). Ele sugere assistir, no discurso, ao nascimento de uma cidade, a fim de ver também nascerem a justiça e a injustiça desta, objeto de sua busca (369a) (VELOSO, 2003, p. 75).

Pensamento do dia: praticar o bem para silenciar a ignorância.


"Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal;
 vivam como servos de Deus. 
Tratem a todos com o devido respeito:
 amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei." 
1 Pedro 2:13-17

quarta-feira, 19 de abril de 2017

"O dia dos que têm os seus dias contados."


19 DE ABRIL - DIA DO ÍNDIO OU "O DIA DOS QUE TÊM OS SEUS DIAS CONTADOS"?
by RAFAEL MUSSOLINI


"O dia dos que têm 
os seus dias contados."




É com essa pequena, mas rica frase, ou seria poema? O importante é que o escritor José Paulo Paes conseguiu, através de poucas palavras, questionar toda a história do índio em nosso país, e inclusive a existência de uma data que comemora o dia desses que são nossos antepassados.



A escola é uma instituição que poderia colaborar muito mais com a causa indígena. Com certeza centenas e centenas de escolas estarão no dia de hoje, colocando crianças para colorir alguma figura copiada da internet, de um indiozinho feliz e gordinho entre palmeiras. Enquanto outra vai pintar as bochechas das crianças com guache de cores diversas. E uma terceira distribuirá penas e arco e flecha, e ainda falarão de seus hábitos alimentares, habitação... Ah! e que eles tomam muito banho também. Legal! Mas quantas irão dizer da real situação do índio? Isso é o que mais importa hoje. Quem irá dizer que a cultura indígena poderá desaparecer devido a desvalorização de uma história que é nossa por direito? Qual o educador que irá mostrar as influências do mundo moderno na vivência do índio e qual é a "cara" do indígena de hoje?


“A sociedade como um todo tende a ver o índio ou de uma forma negativista, como se ele fosse um problema, ou romântica, como a de que índio autêntico é o que vive isolado na floresta com os mesmos costumes do século 16. Precisamos romper com nossos preconceitos, aceitar que eles são diferentes e reconhecer seu valor”.
Márcio Meira, presidente da Fundação Nacional do Índio


Espero que em alguma sala de aula desse nosso Brasil, algum professor esteja nesse momento, mostrando todas as belezas e lutas dos nossos índios, sem deixar de lado todo o sofrimento que vem acontecendo nas "periferias" do país, onde aqueles que "fundaram" nossa terra, não possuem mais terra alguma e precisa lutar a cada dia por um pouco de respeito. Se as crianças são o futuro da nação, caberá a elas realizar a intervençao necessária para que os índios não caiam no esquecimento ,e o princípio da conscientização está nas mãos da educação.

Saeb: Sistema de Avaliação da Educação Básica


Em coletiva de imprensa no dia 09/03/2017, a presidente do Inep, Maria Inês Fini, anunciou o fim da divulgação dos resultados do ENEM por escola e declarou que o Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) do Ensino Médio passará a ser universal para as redes pública e privada, permitindo o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) por escola.

Confira a seguir o que é o Saeb e como essa mudança afeta a sua escola.
O que é o Saeb?

O Saeb, Sistema de Avaliação da Educação Básica, de responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), é um sistema composto por três avaliações externas, que são aplicadas em larga escala e que têm como principal objetivo diagnosticar a educação básica do Brasil.

O resultado dessas avaliações é usado para calcular o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), que também é calculado a partir dos dados de aprovação escolar obtidos no Censo Escolar e fornece, portanto, indícios sobre a qualidade de ensino oferecido nas escolas de todo o país.

A partir desse indicador, as escolas e/ou sistemas podem formular (ou reformular) suas políticas, visando à “melhoria da qualidade, equidade e eficiência do ensino”, segundo o portal do Inep.

Como o Saeb funciona?

Hoje em dia, três avaliações compõem o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). São elas: ANA (Avaliação Nacional da Alfabetização), Aneb (Avaliação Nacional da Educação Básica) e Anresc (Avaliação Nacional do Rendimento Escolar), mais conhecida como Prova Brasil.



Desde 1990, várias mudanças aconteceram no Saeb. Para se ter uma ideia, naquele ano, o público-alvo do sistema eram as 1ª, 3ª, 5ª e 7ª séries do Ensino Fundamental de escolas públicas selecionadas amostralmente. As áreas do conhecimento/disciplinas avaliadas eram Língua Portuguesa, Matemática, Redação e Ciências Naturais.

Considerando o último ano avaliado (2015), o Saeb abrangeu o 5º e o 9º ano do Ensino Fundamental e a 3ª série do Ensino Médio de escolas públicas (selecionadas amostralmente) e de escolas particulares (selecionadas censitariamente) nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, apenas. Veja a tabela comparativa abaixo:


Saeb e Prova Brasil são a mesma coisa?

Não. O Saeb é o sistema de avaliação que tem a Prova Brasil (ou Anresc) como uma de suas avaliações.

A partir das médias de desempenho na Aneb e na Prova Brasil, o cálculo do Ideb é feito, considerando também as taxas de aprovação dos alunos.

Esses dados são disponibilizados para toda a população, que pode acompanhar a evolução desse indicador ao longo dos anos. Como a correção dessas avaliações é feita pela TRI (Teoria de Resposta ao Item), os resultados das avaliações podem ser comparados de forma a analisar se a qualidade do ensino oferecido pelo sistema educacional brasileiro está melhorando ou não.


Leia também o ebook gratuito: Guia definitivo da TRI para educadores

Abaixo falaremos mais sobre os resultados do Saeb em 2015.
Qual a diferença entre Aneb e Prova Brasil?

Basicamente, a principal diferença entre essas provas é o público-alvo ao qual é aplicada e o resultado que cada uma oferece.



*Até 2015. No ano de 2017, sofrerá alterações, como a própria presidente do Inep irformou durante a coletiva de imprensa sobre as mudanças no ENEM de 2017.

O objetivo dessas avaliações é avaliar as redes ou sistemas de ensino e NÃO os alunos individualmente. Por isso, elas são construídas e aplicadas com esse foco.


“Os resultados não refletem a porcentagem de acertos de um aluno respondendo a uma prova, mas a de um conjunto de alunos respondendo às habilidades do currículo proposto, distribuídas em várias provas diferentes. O resultado se dá pela representatividade de um grupo de alunos como uma unidade dentro do sistema de ensino.”    Fonte: Portal do Inep
Resultados do Saeb

Os resultados da última edição do Saeb, aplicada em 2015, foram divulgados em setembro de 2016, por escola, por município e por unidade da federação.

Em 2015, o Saeb contou com a participação de mais de 57 mil escolas e mais de 3 milhões de estudantes.

Na apresentação dos resultados do Saeb, foram evidenciadas as evoluções dos resultados por disciplina e por estado.

Os anos iniciais do Ensino Fundamental apresentaram a maior evolução ao longo dos anos tanto em Língua Portuguesa quanto Matemática.



Fonte: Portal do Inep
A importância do Saeb para as escolas

A partir de 2017, o Saeb do ensino médio será universal para todas as escolas do Brasil. Isso significa que a participação não será apenas amostral. Ou seja, TODAS as escolas terão o seu Ideb calculado.


“O diretor também deve ficar atento à média de sua escola. Ao conhecer seu desempenho – com possibilidade de compará-lo a outras escolas similares –, ele terá condições de iniciar um movimento de trocas de boas práticas para melhorar o desenvolvimento.” Fonte: Portal do Inep

Além de poder comparar as médias de proficiência da escola com escolas similares, os gestores também podem acompanhar a evolução do desempenho dos alunos em outras edições das avaliações. Veja um exemplo abaixo, retirado do portal do Inep.



Tabela retirada de um relatório por escola da Prova Brasil. Fonte: Portal do Inep

Além de trocar boas práticas, os gestores podem fazer um trabalho com toda equipe pedagógica da escola para analisar esses dados, identificar os pontos de melhoria e definir quais ações devem ser propostas nos próximos anos.


Veja também o infográfico: Como utilizar dados na escola em 3 passos

Portanto, os gestores devem ficar atentos às novidades sobre o Saeb.

Vale ressaltar que o Ideb, hoje, não é composto somente pelo resultado da Prova Brasil e da Aneb. Ele é combinado aos índices de aprovação, repetência e evasão de cada escola, obtidos por meio do Censo Escolar.
O desafio do engajamento dos alunos

O Saeb e suas avaliações NÃO entram no boletim escolar dos alunos, pois elas não têm o objetivo de avaliá-los. Além disso, eles estão focados em passar de ano, se preparar para o ENEM e vestibulares e em suas outras atividades do dia a dia.

Segundo o próprio portal do Inep, o ideal é trabalhar normalmente com os alunos, “cuidando para que cada um tenha um adequado processo de aprendizagem” e garantir que eles participem e respondam às questões com seriedade.

Portanto, é muito importante conscientizar os alunos e seus responsáveis sobre a importância do Saeb e como ele contribui para a melhoria da educação. Se os professores e gestores não souberem como está o aprendizado e sua evolução, dificilmente intervenções assertivas serão realizadas para melhorar o aprendizado dos alunos.

Fonte: App prova

Pensamento para o dia: o que é ser íntegro?


" Na terra de Uz vivia um homem chamado Jó. Era homem íntegro e justo; 
temia a Deus e evitava o mal."
Jó 1:1
Coral Kemuel

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Democracia é uma palavra de origem grega que pode ser definida como: povo (demos) e governo (kratos).


"É na Grécia Antiga que vamos encontrar aqueles que são considerados como os dois primeiros grandes mestres do pensamento político e social: Platão e seu discípulo, Aristóteles. A necessidade da educação política dos cidadãos atenienses tornou-se tema de pensadores políticos como os dois filósofos gregos.

Democracia é uma palavra de origem grega que pode ser definida como: povo (demos) e governo (kratos). Dessa forma, a democracia pode ser entendida como um regime de governo onde o povo (cidadão) é quem deve tomar as decisões políticas e de poder. A democracia pode ser direta, indireta: diante da impossibilidade de todos os cidadãos tomarem as decisões de poder (democracia direta), estas passam a ser tomadas por representantes eleitos (democracia indireta ou representativa) e, nesse caso, são os representantes que tomam as decisões em nome daqueles que os elegeram.

A democracia não é um sistema perfeito- usando a frase de Winston Churchill – “A democracia é a pior forma de governo imaginável, em exceção de todas as outras que foram experimentadas”

Desde o início, o período democrático brasileiro foi marcado por problemas sociais que cresceram gradativamente, a corrupção encontra-se disseminada nos diversos setores sociais, são tantas as origens que direcionar estudos para estabelecer suas causas torna-se quase impossível.

A democracia é o sistema que possibilita que se faça julgamento dos corruptos e que permite os debates, as denúncias, e as contradições. Por isso, a democracia não é apenas o melhor sistema, mas é o meio que autoriza que alguma ética, alguma justiça, alguma igualdade social possa existir mesmo com suas falhas estruturais.

Investigações como têm sido feitas no Brasil, não aconteceriam em países como Coreia do Norte. Nunca prendemos antes pessoas corruptoras. Estamos no primeiro período em que o país faz uma limpeza ética. Começamos a discutir o jeitinho brasileiro de forma mais estrutural.

Segundo o professor e filósofo, Leandro Karnal, a democracia não é o sistema onde todo mundo é ético, mas os não éticos podem ser punidos. A democracia não é o sistema onde todo mundo é bom, mas onde alguns ruins podem ser punidos. A democracia não é o sistema que garante o paraíso na terra, mas é o sistema que impede que o inferno se instale. Para democratizar a sociedade é importante deixar de confundir conflito e confronto: conflito é desejável, é algo que mostra a diversidade humana. Confronto é quando eu acho que eu tenho que enfrentar quem discorda de mim, inclusive eliminar, seja pela humilhação do argumento, seja pelo poder físico, seja pelo poder policial. Na ditadura não há conflito algum, considerando que tudo termina no confronto violento.

Os debates éticos sobre democracia trazem à tona questões relevantes sobre constantes reflexões inerentes às mudanças históricas da humanidade.

O objetivo dessas reflexões é definir caminhos que conduzam ao bem comum, à melhoria das relações interpessoais nas diferentes classes sociais e ao respeito com os cidadãos. Essas reflexões evidenciam como a conduta ética e moral dos indivíduos é capaz de atingir a felicidade por meio da boa convivência em sociedade, o que representa a verdadeira essência da vida."

Alexandre Pierroni 

Limites educam. Agressão contra professores é omissão dos pais na instrução dos filhos, por Rebeca Bedone


Lembro-me do meu primeiro dia de aula na quinta série (hoje, o sexto ano do Ensino Fundamental). Tamanha era a expectativa de conhecer o colégio novo que eu mal dormi na noite anterior. Também sentia empolgação porque não carregaria mais uma mochila; adolescente que era, levaria livros e cadernos nas mãos! E a melhor mudança: eu teria vários mestres a quem chamar de professor ou professora (afinal, “tio” e “tia” eram para as crianças do Ensino Básico).

Estas lembranças vieram à minha memória porque, outro dia, um amigo que é doutor e professor em universidade particular me contou sobre um episódio ocorrido em seu trabalho. Ele foi chamado na diretoria da faculdade porque a mãe de um aluno tinha uma reclamação: “você deu nota baixa na prova do meu filho e exijo uma pontuação maior para ele” (no caso, um aluno desinteressado e que não sabia a matéria).

Meu amigo, um homem nos seus 40 e poucos anos, está desiludido com a profissão. Após anos de dedicação aos estudos, seguindo uma tradição familiar da qual ele sempre se orgulhou (ele sempre encheu o peito ao dizer que o pai era docente em universidade), meu amigo está sentindo vergonha de ser professor: não interessa se o aluno é capacitado ou não para passar de ano, o que importa é o dinheiro dele pagando as mensalidades.

Outro dia, li uma notícia sobre uma professora de 58 anos que foi “pega” na saída da escola por dois alunos. Os garotos, de 15 e 16 anos, deram chutes e empurrões na mulher porque ela havia pedido para eles desligarem os celulares durante a aula. Na reportagem, a professora concluiu que a ela restava baixar a cabeça para não perder o emprego nem ser agredida novamente.

Descobri que o Brasil está em primeiro lugar no ranking de violência contra os professores nas escolas: “12,5% dos professores ouvidos no Brasil disseram ser vítimas de agressões verbais ou de intimidação por parte de alunos pelo menos uma vez por semana”. Segundo a escritora Andrea Ramal, esta “violência contra os professores não pode ser vista como normal”. Ela diz ainda que os pais não devem tirar a autoridade dos professores na frente das crianças, ou seja, que a autoridade pedagógica merece ser respeitada.

Na sétima série, um professor ficou bravo comigo porque eu não parava de conversar enquanto ele fazia a leitura do texto em voz alta. Nunca me esqueci da vergonha que passei na frente dos meus colegas. Entretanto, aquela bronca não me tornou uma adolescente rebelde nem agressiva, muito menos oprimida, mas aprendi que devo ficar calada enquanto alguém está falando para uma plateia.

Quando penso na importância de os pais imporem limites aos filhos, entendo por que meus pais eram “chatos”: meus irmãos e eu tínhamos horário para assistir televisão, que era somente depois de concluída a lição de casa do colégio; e quando eu reclamava que todo mundo voltaria da festa à meia-noite, meu pai dizia “todo mundo menos você, te pego às onze”.

Pensando em meu amigo, acredito que a maioria dos professores goste de seu trabalho; eles só querem ser valorizados. No caso das escolas públicas, reconheço todos os problemas que elas enfrentam, que vão desde a falta de estrutura física e de material escolar até a qualidade técnica ruim de alguns professores (um fato que acaba sendo consequência de eles serem desvalorizados e mal remunerados). Entretanto, apesar de todo o caos que existe no sistema educacional, ainda é responsabilidade da família ensinar princípios éticos e morais a crianças e adolescentes que estão iniciando o seu convívio em sociedade. É dentro de casa que se aprende o respeito ao próximo e, principalmente, aos mais velhos.

Assim, quando relembro aquela menina que adorava ir pro colégio (e que nada sabia sobre o futuro, se ela seria médica, astronauta ou poeta), sinto-me grata pela educação que meus pais me deram; e reconheço que cheguei aonde estou por causa dos professores que me guiaram até aqui.

Primo Levi diz que fórmulas literárias não geram escritores e empobrecem a literatura



POR EULER DE FRANÇA BELÉM
EM LIVROS



O escritor italiano sugere que aqueles que “buscam” os segredos dos escritores tendem a produzir uma literatura entediante e diz que tradutores alteram o sentido dos livros

Primo Levi (1919-1987) é autor de obras-primas que são literatura de testemunho — “É Isto um Homem?” (Rocco, 175 páginas, tradução de Luigi Del Re) e “A Trégua” (Companhia das Letras, 359 páginas, tradução de Marco Lucchesi) — e literatura pura mesmo. O que o tornou famoso foram as obras que têm a ver com sua passagem e saída de Auschwitz, um dos mais brutais campos de extermínio nazista. O autor italiano escreveu também poesia — durante certo tempo, invertendo a máxima do filósofo alemão Theodor Ador­no, disse que, “depois de Auschwitz, não se pode mais fazer poesia, a não ser sobre Auschwitz” —, e ensaios. “O Ofício Alheio” (Editora Unesp, 289 páginas, tradução de Silvia Massimini Felix) contém alguns de seus textos críticos. O livro traz um artigo de Italo Calvino no qual assinala que “a capacidade de observação é o grande dote de Primo Levi”. Em “O punho de Renzo”, nota que, “no romance ‘Os Noivos’ [de Alessandro Manzoni], os gestos dos personagens estão todos errados ou são impossíveis, como gestos de um mau ator”.
O livro do escritor italiano Primo Levi, “O Ofício Alheio”, é elogiado pelo escritor Italo Calvino por “sua vocação de enciclopedista das curiosidades vivazes e minuciosas e de moralista de uma moral que parte sempre das observações”

Um dos textos mais deliciosos, no qual fala do ofício do escritor, é “A um jovem leitor”. “O senhor pen­sa que narrar é uma profissão, enquanto eu acho o contrário”, afirma, respondendo a uma carta, possivelmente imaginária. “Na Itália”, frisa Primo Levi, “quem vive de escrever não tem garantias. Em consequência, os narradores puros, aqueles que vivem apenas da sua criatividade, são pouquíssimos: no máximo dez. Os outros escrevem nas horas vagas, dedicando o resto do tempo à publicidade, ao jornalismo, à editoria, ao cinema, ao ensino. Por isso lhe recomendo que tenha seu emprego em alta conta”. Não é muito diferente do Brasil, no qual Paulo Coelho e mais uns dois ou três conseguem sobreviver apenas de escrever.

No Brasil, enquanto assistem séries em série e partilham churrascadas ou flanam pelas ruas das cidades, escritores e intelectuais dizem que não têm tempo para escrever. Primo Levi sugere ao leitor que quer ou julga que quer ser escritor: “Se o senhor tiver realmente sangue de escritor, encontrará de qualquer jeito tempo para escrever”. Jane Austen, não citada por Primo Levi, escrevia numa escrivaninha desconfortável, não tinha escritório nem ar condicionado e legou a nós alguns romances excepcionais.
Segredos da profissão

O leitor cobra de Primo Levi os “segredos da profissão” (ou da “não profissão”) de escritor. “Eles existem, não posso negar, mas felizmente não têm validade geral; digo ‘felizmente’ porque, se tivessem, todos os escritores escreveriam do mesmo modo, gerando assim tal volume de tédio que tornaria inútil qualquer tentativa de fazê-la passar por leopardiana e de acender os interruptores automáticos dos leitores mais indulgentes.” As oficinais literárias, patropis e de outros países, correm o risco de se tornarem indústrias de escritores — todos, ou quase, escrevendo de maneira muito parecida, como se existisse uma mágica única. As fórmulas podem até funcionar, com o “operário” do texto escrevendo até certinho, mas, com imaginação disfuncional, dado o primado mais da técnica, os textos quase sempre são burocráticos. Há algum gramático que escreva tão bem — de maneira imaginativa — quanto Ma­chado de Assis, Euclides da Cunha, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa e Clarice Lispector? Possivelmente, não. Ainda não o “inventaram”.

Você entende a mensagem da Páscoa?



"Você entende a mensagem da Páscoa? Antes, para o pecado ser perdoado era necessário que houvesse sacrífico com o sangue de um animal, por isto, Jesus morreu em nosso lugar. 
Mas depois de três dias ressuscitou para que fossemos limpos do pecado, para termos acesso direto a Deus. Pagou um alto preço pelos nossos pecados para que hoje obtivéssemos liberdade.
A Páscoa do mundo é marcada por simbologias da cultura pagã, e a semana que antecede a esta é chamada ‘Semana santa’. Nela muitos praticam ritos, como não comer carne. Mas do que adianta não comer carne na nesta semana e entristecer Jesus o ano todo?
Através dos anos a imagem da Páscoa foi deturpada, hoje para muitos ela representa apenas ovos de chocolate e coelhos ‘da Páscoa’, mas seu real significado é o sacrifício de amor que Jesus fez por nós. Ele morreu em nosso lugar, maior amor que este não há! Na Páscoa, os judeus comemoram a libertação do povo hebreu do cativeiro do Egito. Nesse dia, eles também comem o pão sem fermento, este fermento simboliza o pecado. Por isso, devemos eliminá-lo para não fermentar a Igreja. Deus espera um posicionamento nosso, pois é na ressurreição que há vida. Seja preenchido por Jesus, viva sua ressurreição!" 

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O amor


O amor não se vê com os olhos mas com o coração.

William Shakespeare

Que tudo que mais lhe importa, floresça!


Que tudo que mais lhe importa, floresça!
Ana Jácomo

Pensamento do dia:os piedosos desapareceram do país!


"Os piedosos desapareceram do país; 
não há um justo sequer. 
Todos estão à espreita para derramar sangue;
 cada um caça seu irmão com um laço.
 Com as mãos prontas para fazer o mal, o governante exige presentes, o juiz aceita suborno, os poderosos impõem o que querem; 
todos tramam em conjunto."
Miquéias 7:2,3

Obs.: foto de Domingos Souza.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Cissa Guimarães: prática com estilo


Cissa Guimarães: prática com estilo
Produções confortáveis e atemporais refletem o estilo de vida ativo e alto-astral da carioca, uma das apresentadoras mais carismáticas da TV! Confira o que não falta em seu guarda-roupa

Texto: Marcela Rodrigues | Edição Fevereiro 2017


Cissa Guimarães é referência em estilo |
 Crédito: Divulgação/GloboDupla perfeita
Cissa não resiste à combinação de batas ou camisas com calças jeans. Estampas coloridas refletem seu comportamento extrovertido e rejuvenescem.



Fácil e fashion
A carioca valoriza a silhueta mignon com vestidinhos descomplicados e femininos. Atemporal, o modelo curto de alcinhas é fácil de compor no dia a dia.



Fonte: Manequim

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