SEJA BEM-VINDO!

A ARTE RENOVA O OLHAR!

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Sou azul por Aline Carla Rodrigues


Sou azul porque amo o céu e nele posso voar.
Tenho pousos e voos que vão além mar,
sei a(mar) e até desar(mar),
preciso de mim, mesmo fatigada às vezes,
porém sigo avante como uma lagarta que irá obter sua transformação nas asas de uma borboleta azul.

Sou azul porque escolho refletir nas águas da vida o meu melhor.
Tenho fascinação por pesquisar o humano que habita em mim,
e arrisco-me em conhecer gente,
estas que fazem guerra, e outras que promovem paz.

Sou azul por misturar-me com outras cores,
e re(conhecer) que através do outro serei melhor.
Contudo, sou primária por maravilhar-me sempre,
como se fosse a primeira vez.

Sou azul por não me importar se isto e nada há significado para você.
Sabe por quê?
"Metamorfoseio" a natureza,
e sei exatamente o lugar em que desejo estar.

Aline Carla Rodrigues

Beijos, azuis.

Memória


" A educação não transforma o mundo, mas pessoas, 
e estas mudam o mundo!"

Pensamento para o dia


Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?

Mateus 6:27

domingo, 9 de julho de 2017

Artista recria obras de arte em cappuccinos

Artista recria obras de arte em cappuccinos (Foto: Reprodução Instagram @leekangbin91)



















A arte de brincar com a espuma de café

A arte de brincar com a espuma de café não é recente, mas esse barista transforma a brincadeira charmosa em verdadeiras obras de arte. Tirando o coração ou outras formas geométricas mais simples da frente, Lee Kang-bin aproveita a cor branca da espuminha de leite para ser o fundo de telas como A Noite Estrelada, de van Gogh, e O Grito, de Edvard Munch.
Artista recria obras de arte em cappuccinos (Foto: Reprodução Instagram @leekangbin91)
Artista recria obras de arte em cappuccinos (Foto: Reprodução Instagram @leekangbin91)































O barista utiliza pincéis finos para aplicar com delicadeza o creme colorido, logo transformado nos desenhos divertidos. Os clientes aguardam aproximadamente 15 minutos por cada cafezinho, mas a espera vale a pena. Só checar o sucesso que Lee Kang-bin faz na sua conta no Instagram. Afinal, melhor do que tomar um expresso sem arte.
Casa Vogue.
Artista recria obras de arte em cappuccinos (Foto: Reprodução Instagram @leekangbin91)
Artista recria obras de arte em cappuccinos (Foto: Reprodução Instagram @leekangbin91)
Artista recria obras de arte em cappuccinos (Foto: Reprodução Instagram @leekangbin91)

AMOR E FELICIDADE EM TEMPOS DE IMEDIATISMO E EGOISMO


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Vivemos em uma época pós-moderna onde se faz presente a dificuldade de manter um relacionamento durável. Tudo é muito líquido e passageiro. Somos inimigos da solidão, porém, ostentamos o desapegado a quem queira ouvir. Aprendemos que obrigatoriamente precisamos ficar por cima em uma relação. Aprendemos que para se sair bem é preciso pisar no outro, e pisar forte. É aquela velha história do pisa-que-ele-gruda. O amor que antes era caracterizado com mãos dadas, perfume de rosas e músicas românticas exalando nas janelas, hoje virou texto no facebook, legenda no instagram e superficialidade.
A ansiedade é um problema nesses casos. Estamos expostos cotidianamente a milhões de informações, de pessoas, de comentários e fotos aparentemente radiantes de relacionamentos cheios de maquiagem. E nesse frenesi, escolher alguém acaba sendo fácil demais, rápido demais. Com isso é inevitável não se magoar, e são dessas mágoas que surge o receio de amar outra vez, de se magoar outra vez. Mas percebem? A culpa é inteiramente nossa por sermos tão imediatistas, por conta disso, acabamos fechando portas para outro relacionamento futuro e aderindo ao tão aversivo desapego.
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É preciso aprender a se doar. Aprender a se arriscar. Não estou falando de depender totalmente de alguém para ser feliz, longe disso, até porque depositar no outro as expectativas de ser feliz significa ampliar o espectro do egoísmo a ponto de achar que o outro deve fazer você feliz. Ser ou estar feliz é um exercício diário e depende de muitos outros exercícios para funcionar tais como: se perdoar, perdoar, amar e, principalmente, SE AMAR. A felicidade é responsabilidade própria, cabe a cada qual entender que só se pode fazer outra pessoa feliz se você está feliz.
Estamos diante de uma sociedade doente, doente de 'não amar'. Por mais que estejamos cansados, vivemos numa busca quase que existencial por algo que nos faça minimamente feliz. Temos medos constantes e alegrias rasas. Se soubéssemos que a vida é só um breve sopro do universo, viveríamos mais, amaríamos mais e odiaríamos menos. O perdão é uma dádiva do forte. Então aproveite cada minuto, porque ninguém sabe o que vai acontecer nos 5 minutos seguintes. Faça aquele telefonema, peça desculpas para quem você magoou, diga que ama a quem você ama.
Aqui, todos estão de passagem e não devemos contar com o amanhã para lidar com os fantasmas de hoje.


© obvious: http://obviousmag.org/devaneios_em_catarse/2015/o-amor-em-tempos-de-desapego.html#ixzz4mNWGZsbG 

HIPER-REALISMO: PERFORMANCE SOBRE O OBJETO

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Dois violoncelistas tocam com perfeição técnica, mas com um ingrediente: começam a fazer uma espécie de pantomima, de malabarismo, de dancinha, trocando entre si as mãos, dificultando a execução para mostrarem que são peritos na arte de tocar. E a música? É secundária, apena uma desculpa para a performance. São o que podemos chamar de virtuoses, mas num sentido pejorativo, uma vez que importa somente a execução, não a arte em si. Importa apenas o narcisismo dos violoncelistas, enquanto que a música – acho que era um Bach – ficava deslocada, servindo apenas como desculpa.
O hiper-realismo, com algumas exceções, é um sintoma idêntico ao que descrevemos, mas no campo das artes plásticas. Predomina um mostrar-que-sei. É um mero elogio à técnica. Parece dizer o seguinte: vejam como o homem chegou num nível de desenvolvimento da arte de imitar, veja como o homem consegue recriar com perfeição a realidade. Trata-se do mero elogio à técnica, da performance, do gesto, mais do que a arte em si. Alguns até problematizam, colocam manchas, derrubam tintas para mostrar que aquilo não é real, mas mesmo isso é feito de uma maneira um tanto superficial. O que vale no final das contas é a demonstração da capacidade de iludir.
As pessoas vão para as galerias de arte e saem impressionadas, dizendo: “Como ele fez aquilo? É tão real!” o que no final das contas é um espanto do receptor quanto ao desenvolvimento extremo da técnica. E ela consiste na ilusão de realidade, no esconder as marcas do fazer. É tudo muito impressionante, mas parece faltar algo. E eles, os artistas, tem consciência disso e até se esforçam. Estão sempre representando o homem isolado, a mulher fetichizada, o mundo dos jovens, os homens pobres, os pequenos gestos banais da vida. Há uma espécie de tentativa de se transmitir uma mensagem questionadora, mas isso se da apenas na mensagem, no que é exposto – assim como o faz a propaganda – e não na forma mesmo, não na maneira de compor. Isso ficou para trás, nas artes de vanguarda, que não queriam mais mimetizar o mundo, que objetivava trabalhar os próprios elementos que a constituíam – volume, espaço, linhas, cores, tintas, etc.
Na literatura, isso se da com autores que dominam a técnica da escrita, sabem usar recursos que prendem a atenção do leitor, que conseguem criar mistério em seus livros. Mas tudo isso com historias superficiais, uma narrativa que não tem nada para dizer, senão apenas reproduzir os mesmos modelos de sempre. No cinema a coisa é um pouco pior, porque o que há de ruim no cinema sequer passa por alguma perícia, com exceção de alguns filmes atuais com o Birdman, por exemplo: uma sucessão de clichês que visam apenas a aplicação de uma técnica apurada – com a facilitação do computador, o que mata toda técnica profunda.
A grande arte tem um equilíbrio de forma e conteúdo, de modo que mesmo uma que não tenha uma forma apurada ainda sim segue o princípio de que a forma e o conteúdo estão atrelados, que cada conteúdo tem que ter uma forma que lhe dê cabo. O Hiper-realismo não se trata, porém, nem mesmo de uma sobreposição da forma ao conteúdo, nem é a forma pela forma, não é disso que se trata. Aqui o que existe é a técnica, um saber-fazer que apura a forma, mesmo que criando para ela algum modelo de reprodução, e esvazia o conteúdo, indo cair muitas vezes num pretenso conteúdo, um anseio de profundidade que no final das contas se mostra um o clichê. Enquanto forma e conteúdo não ficarem indissolúveis, enquanto esses artistas não buscarem uma forma para algum conteúdo específico, a tendência é que se recaia no virtuosismo pejorativo, como é o que parece acontecer com o artista que, com uma caneta Bic, consegue superar as fotografias em representação do real. É o elogio da técnica, assim como no cinema há o elogio da tecnologia.
Acredito que até podemos dar nome a esse fenômeno: Arte dos efeitos.


© obvious: http://obviousmag.org/ler_reler_tresler/2017/hiper-realismo-performance-sobre-o-objeto.html#ixzz4mNVXWTzY 

"NADA É CAPAZ DE PROVOCAR MAIS INVEJA DO QUE A FELICIDADE"




O ser humano tem certas peculiaridades que ninguém explica direito, sendo uma delas o gostinho de inveja que não poucos sentem, mesmo que bem lá no fundo, quando veem o sucesso de alguém. Por mais que neguemos, não costuma ser tranquilo assistir às pessoas galgando degraus e mais degraus; é algo que poucos conseguem controlar esse sabor amargo que sobe à boca quando se olha a felicidade alheia.

Talvez a gente se sinta meio que injustiçado, comparando onde estamos com os lugares aonde os outros já chegaram. Quantos de nós já não nos esforçamos muito no trabalho, mas vimos o colega ser promovido? Quantas vezes estudamos com afinco para um concurso no qual é aprovado alguém que parece nem se esforçar? Quantas pessoas nos preteriram, em favor de um outro que lhes oferecia bem menos do que estávamos dispostos a ofertar?

Na verdade, muitas vezes, acabamos por exagerar na visão que temos do que fazemos e do que nos acontece, pois evitamos naturalmente uma auto análise nua e crua de nós mesmos. E, quando as pessoas se dispõem a se enxergarem de fato, então percebem que poderiam, muitas vezes, ter agido de outra maneira, que deveriam ter dito ou feito diferente, que não se esforçaram tanto assim. A gente acaba recebendo de acordo com o que ofereceu.

No entanto, também teremos que presenciar muita gente ocupando cargos por apadrinhamento, aproveitando ou desdenhando de oportunidades que sua situação financeira lhe permite, sendo escolhidos pelo sobrenome que carregam. Mesmo assim, muitas dessas pessoas farão o melhor que puderem a partir do que lhes chegar facilmente. O que não podemos é desistir, pois há exemplos vários de indivíduos que venceram, saindo de uma total ausência de perspectivas.

Fato é que será muito mais fácil ter alguém compadecido de nossas tristezas do que encontrar quem realmente comemore conosco as nossas vitórias. Chegar junto à miséria alheia parece ser muito mais fácil do que aplaudir o sucesso do outro. De tanto que se valoriza o sucesso material, é exatamente esse aspecto que será alvo mais contundente de inveja.

Como se vê, bem poucos suportarão nos ver felizes, com sinceridade transparente, mas serão esses poucos aqueles com quem sempre poderemos contar, sem medo de rasteiras e decepções dolorosas.

PUBLICADO EM RECORTES POR 

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Temperaturas ficam abaixo de zero no Parque Nacional do Caparaó, fascinante...





... ver o parque no inverno e compará-lo no verão.
Visite!

Obs>: Fonte das fotos> Portal Caparaó, G1

Pensamento do dia:chuvas de bênçãos!


Ele realiza maravilhas insondáveis,
milagres que não se pode contar. 
Derrama chuva sobre a terra 
e envia água sobre os campos. 
Jó 5:9-10

terça-feira, 4 de julho de 2017

A Idade da Loba

     

Você já ouviu dizer que com a chegada da idade da loba a mulher entra numa crise da meia idade?

     Entenda porque isto acontece!

A entrada na crise sugere que a mulher se volta para o seu interior com intuito de encontrar o verdadeiro significado da vida.

Algumas poderão apresentar os sintomas aos 35 anos (ou ainda mais cedo) e ressurgir no momento da menopausa.

Cada mulher vivenciará a sua forma, algumas poderão sentir o efeito da crise por 6 meses, outras até 1 ano, mas o tempo é bem relativo.

Mas o que é a “crise dos 40”?

Nada de espantos:

A crise é uma ótima oportunidade para a mulher viver de forma mais significativa.

Como sabemos, a mulher passa a vida inteira vivendo para a família, para o trabalho, para a sociedade. Muitas vezes se esquece dela mesma, até que algo surpreendente acontece – a chegada da crise.

Quando a idade da loba chega à mulher geralmente não declina no seu papel de mãe, esposa e profissional, mas acrescenta ela mesma em suas prioridades.

As pessoas a sua volta estranharão porque irá se importar mais consigo mesma. Nada mais do que justo, para quem passou a vida toda cuidando dos outros, não é verdade?

Então, a nova mulher, agora uma loba, se surpreende com seu novo comportamento.

A crise é um momento de descoberta, onde ela torna-se mais exigente e quer seu tempo reservado para gastar apenas consigo (salvo as exceções).

A importância do corpo para a mulher

Durante esta crise a loba passará por mudanças na cabeça e no corpo.

Lembrando que a mudança do corpo é importante para a entrada na crise, principalmente a transformação hormonal como ocorre na menopausa, além de que a mulher ainda tem que lidar com questionamentos relativos ao fim da fertilidade e também da transformação da beleza.

Muitas mulheres que dão importância à aparência ficam inseguras e com autoestima rebaixada quando param para pensar que seu corpo mudou.

Cada aumento de peso, cada cabelo branco que aparece, cada visita ao médico a chateia.

Ela também sente que não é mais tão cobiçada nas ruas, e junto a isto percebe muitas vezes que seu próprio parceiro não mais se importa tanto com ela como antigamente.

Algumas mulheres neste momento acreditarão que devido a idade perderam o valor para os parceiros. Os homens por sua vez aqui vale dizer que não são todos reforçam esta ideia conforme a forma que se comportam.

O que a mulher precisa saber para não entrar em depressão?

Qualquer relação está sujeita a mudanças, e isto não está atrelado com a beleza da juventude.

É compreensível que a mudança no corpo x relacionamento é algo que mexe com os sentimentos, só não pode ser fatores que contribuem para a falta de autoconfiança.

Há mulheres que não suportam passar por isto e divorciam, mudam de emprego, fazem plásticas ou se submetem a tratamentos exagerados de beleza.

A mudança física acrescenta “boniteza” a loba, mas a mudança real, o sentir-se bem, ocorre na cabeça de cada mulher.

Crise no casamento

É comum na idade da loba o casamento entrar em crise, principalmente se ela casou jovem.

A mulher neste momento quer viver uma paixão, quer se sentir importante para um homem, quer ser amada.

Após muitos anos de casamento o homem e a mulher podem se acostumar um com o outro, por isto é importante o cuidar, o estar junto, o cativar.

A crise pode fazer com que algumas mulheres tenham o desejo de mostrar para si mesmas que ainda têm o poder da sedução, pois só o papel de mãe de família não mais a empolga tanto.

É no momento da crise que algumas mulheres procuram fora o que não encontram no parceiro, mas não será isso que ajudará a loba sair da crise, mas sim a sua consciência.

Artimanhas da loba para esquecer a crise

Muitas mulheres para fugir da crise procuram trabalhar com intensidade, porque quanto mais mantem a cabeça ocupada com os deveres, menos sobra tempo para pensar em questões pessoais.

Outras não trabalham fora, mas agem como se a vida estivesse por um fio, no qual precisam sempre estar correndo para não perder mais tempo.

Salve Clarice!




VIVA!



Foto libertária por Pâmela Cuco



"O CONFLITO SÍRIO NA GRANDE MÍDIA"


O conflito sírio é muito mais complexo do que o apresentado pelos meios de comunicação de massa: não se trata de uma simples questão interna. Deve ser entendido dentro um contexto geopolítico muito mais amplo, relacionado à constante presença das grandes potências imperialistas não somente na Síria, mas em todo o Oriente Médio.

A chamada “Guerra Civil Síria” consiste em um conflito travado entre o exército sírio e grupos genericamente designados como “rebeldes”, que pretendem derrubar o governo de Bachar Al Assad, como o Estado Islâmico, a Jabhat Fateh al-Sham (antiga Frente Al Nusra, filiada da Al Qaeda na Síria), a Frente Islâmica (Ahrar al-Sham) e a Brigada do Islã (Jaysh al-Islam). Estes dois últimos são explicitamente apoiados pelas grandes potências ocidentais.

O conflito já trouxe milhares de mortos e milhões de refugiados que têm como destino, sobretudo, as principais nações europeias.

De acordo com a versão divulgada pelos grandes veículos de comunicação internacionais, a “Guerra Civil Síria”, uma das consequências da “Primavera Árabe”, começou após uma série de manifestações populares que reivindicavam a deposição do presidente Bashar Al-Assad. Como reação aos protestos, o governo de Damasco enviou tropas para as cidades revoltosas com o objetivo de encerrar as rebeliões.

Por sua vez, soldados desertores e civis armados da oposição formaram o chamado Exército Livre Sírio para iniciar uma luta convencional contra o Estado e, um ano após o início dos conflitos, os rebeldes já haviam conseguido dominar áreas estratégicas do país, como a importante cidade de Aleppo.

Entretanto, o conflito sírio é muito mais complexo do que o apresentado pelos meios de comunicação de massa: não se trata de uma simples questão interna. Deve ser entendido dentro um contexto geopolítico muito mais amplo, relacionado à constante presença das grandes potências imperialistas não somente na Síria, mas em todo o Oriente Médio.

Além do confronto bélico, também há uma “segunda guerra”, no plano simbólico, realizada através de uma intensa propaganda midiática global contra Bashar Al-Assad.

No final do ano passado, quando o exército sírio retomou Aleppo, a imprensa internacional intensificou a propaganda contra Damasco, reverberando uma série de boatos sobre ataques do governo contra civis.

Na visão das agências internacionais, Assad é um ditador impopular, que se impõe pela brutalidade com a qual exerce seu mandato, sendo responsável por inúmeros massacres ao povo sírio, utilizando, inclusive, armas químicas.

A própria nomenclatura “Guerra Civil”, utilizada pela imprensa para se referir ao conflito ocorrido na Síria, traz implicitamente a ideia de um combate interno, ocultando assim o principal fator para se entender esse conturbado foco de tensão contemporâneo: a interferência internacional, realizada através de bombardeios diretos ou pelo fornecimento de armamentos aos grupos rebeldes.

Para divulgar dados sobre mortos e feridos civis no conflito sírio, as grandes agências internacionais de notícias recorrem às informações divulgadas pelo chamado “Observatório Sírio para os Diretos Humanos”. Todavia, essa instituição, sediada na Inglaterra, é liderada por um dos maiores opositores de Assad, Rami Abdulrahman, e, não obstante, também é parcialmente financiada pela União Europeia, outros países imperialistas e organizações ocidentais.

Além do mais, é importante ressaltar aspectos geográficos do território sírio que são extremamente importantes para a geopolítica mundial como as reservas de petróleo (sob o controle estatal), os projetos de construção de gasodutos para abastecer as principais nações europeias, a presença da única base militar russa em outra nação e as suas fronteiras estratégicas com Iraque, Israel e Turquia.

Portanto, não é mero acaso o grande interesse de potências globais na Síria.

Apesar de nomes como Saddam Hussein, Muammar Kadhafi, e o próprio Bashar Al-Assad serem atores geopolíticos controversos, é demasiadamente simplista considerar que as deposições de seus governos e a posterior instalação de regimes pró-Ocidental resolveria todas as questões problemáticas que envolvem Iraque, Líbia e Síria e o Oriente Médio de maneira geral.

domingo, 2 de julho de 2017

AMO-TE JULHO DE 2017!


Revendo a "gramática" na prática


Ao chegar aos cinquenta jamais poderia imaginar que substantivo coletivo seria somente o interesse de um pequeno grupo dentro do nosso país.

Que o verbo ensinar não poderia seguir o modelo regular daqueles que nos governam.


E que ser apo(sentado) no estado do Rio de Janeiro seria esperar literalmente sentado o salário atrasado.
Isto sem falar nos bailarinos, cantores e funcionários do Theatro Municipal que recolhem da "sinfonia vida" ajuda de uns poucos que lutam por dias melhores.
Apesar de saber que o futuro se faz no agora,
e que o passado sempre foi como era antigamente,
irei por alguns instantes ficar com "um museu de grandes novidades" em que a antítese se faz presente.
Aline Carla Rodrigues


quinta-feira, 1 de junho de 2017

Salve junho!






Seja bem-vindo junho!


Pensamento do dia: Deus cuida de ti!


"Sou eu, o Senhor Deus,
que atendo as orações do meu povo;
sou eu que tomo conta deles.
Como um pinheiro verde, eu lhes dou abrigo,
e de mim eles recebem todas as bênçãos.”
Oseias 14.8b

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Uma Arte



Uma Arte

Não é tão difícil dominar a arte de perder;
tanta coisa parece preenchida pela intenção de ser perdida
que sua perda não é nenhum desastre.

Perca alguma coisa todo dia. Aceite a novela das chaves perdidas,
a hora desperdiçada, aprender a arte de perder não é nada.

Exercite-se perdendo mais, mais rápido:
lugares, e nomes e... para onde mesmo você ia viajar?
Nenhum desastre...

Perdi o relógio de minha mãe. E olha, minha última e
minha penúltima casas ficaram para trás.
Não é difícil dominar a arte de perder.

Perdi duas cidades, adoráveis. E, mais ainda, alguns domínios,
propriedades, dois rios, um continente.
Sinto sua falta, mas não foi um desastre.

- Até mesmo perder você (a voz gozada, o gesto que
eu amava) eu não posso mentir. É claro que não é tão difícil dominar
a arte de perder apesar de parecer (pode Escrever!) desastre.

Elizabeth Bishop

Eles fazem a cabeça dos jovens

Professores universitários de formação e intelectuais com respeitável currículo, Clóvis de Barros Filho, Leandro Karnal e Mário Sérgio Cortella se tornaram os maiores pensadores contemporâneos do Brasil, com uma legião de seguidores nas redes sociais e milhões de livros vendidos.
Fonte: Isto é


* Confira vídeos com os três pensadores no final da matéria

Eles têm um desafio complexo: transformar as ideias de Sócrates, Friedrich Nietzsche e William Shakespeare em pílulas de conhecimento para milhões. Essa é a missão que o professor Clóvis de Barros Filho, o historiador Leandro Karnal e o filósofo Mario Sergio Cortella têm cumprido com bom humor e ironia, despertando o interesse de pessoas em todo o País. Em projetos conjuntos, ou separados, eles lançam livros e lotam auditórios com palestras sobre ética, religiosidade, felicidade e morte. Atualmente, são os mais requisitados pensadores para democratizar o conhecimento filosófico, antes restrito a uma parcela da população e agora abordado com graça e ousadia até mesmo nas redes sociais. Cortella publicou mais de 30 livros e vendeu mais de um milhão de exemplares. Karnal é conhecido como “o pensador pop” e se reveza entre as aulas na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), entrevistas a programas de televisão e conversas com seus mais de 500 mil seguidores na internet. Barros Filho decidiu levar o conteúdo de ética que ministrava na Universidade de São Paulo a diferentes públicos em empresas de todo o País e do exterior. “Queremos abalar um pouco nossas certezas cristalizadas, balançar nossas estruturas para pensar sobre a vida”, diz Cortella. “As pessoas estão desejosas de compreenderem as coisas sem necessariamente serem adestradas em uma só direção.”

Mas o que os três pensadores têm em comum? Clóvis, Karnal e Cortella saíram das salas de aula das universidades para falar para públicos cada vez maiores sem a ajuda de grandes aparatos tecnológicos. A habilidade com a palavra e com os gestos os ajuda a traduzir a filosofia clássica para milhões de brasileiros e ainda passear por temas atuais como intolerância, corrupção, gestão do conhecimento e preconceito. Para se ter ideia do alcance desses escritores, Barros Filho e Karnal lançaram, em junho, o livro “Felicidade ou Morte” e três meses depois já ocupam o terceiro lugar entre os mais vendidos, com 6,8 mil exemplares. No Youtube, trechos em que os autores comentam a obra já alcançaram quase 300 mil visualizações. Há algumas semanas, Cortella, Karnal e outros filósofos lançaram o “Verdades e Mentiras: Ética e democracia no Brasil”, com o objetivo de debater a política e o papel do cidadão na sociedade. Com temas diversificados, os três filósofos percorrem o Brasil – e, às vezes, até em outros países – para dar conta de uma agenda de em média 20 a 30 palestras ao mês, centenas de entrevistas e participações em programas de televisão e a divulgação de lançamentos editoriais. Na esteira de tantas produções, o objetivo desses pensadores é estimular o público a pensar sobre questões da atualidade com independência.

“A iniciativa privada e o setor público também
descobriram o poder de comunicação do trio”

As palestras, os vídeos e as obras de Clóvis, Karnal e Cortella vêm encontrando cada vez mais eco na sociedade. O público não se restringe somente aos universitários. Hoje, os três são convidados para falar a empresários de diversos setores. Clóvis, por exemplo, passou 11 anos se dividindo entre salas de aulas e conferências. Agora, há mais de seis meses, começou a se dedicar somente às palestras, que chama de inspiracionais. “Talvez esteja faltando a busca pela compreensão da vida como ela é, no trabalho, no cotidiano e na esfera familiar”, diz ele que rejeita a alcunha de pensador e prefere se definir como alguém que faz e incita reflexões sobre o mundo do trabalho. Não raro, Clóvis, Karnal e Cortella veem alguns de seus livros serem chamados de literatura de autoajuda. Isso ocorre porque, entre os temas que abordam, estão assuntos relacionados ao indivíduo, como felicidade, medos, morte, religião, trabalho e liderança. Os três autores concordam que o nicho de autoajuda no Brasil pode ser renovado e é a isso que se propõem. Para os filósofos, as pessoas precisam ser incentivadas a pensar sobre o mundo em que vivem. E é nesse gargalo editorial que o trio ganha força.

“Cada um faz, em média, mais de 300 palestras por ano”

ROTINAS ESPARTANAS

Leandro Karnal, 53 anos, é o mais pop entre os três. Mas está longe de manter uma rotina de celebridade. Ele tem por hábito acordar às 4h30 para ir à academia. Na sequência, já começa a se dedicar às aulas de história na Unicamp. Gaúcho nascido em 1963, na cidade de São Leopoldo, ele se mudou para a capital paulista aos 24 anos e concluiu o curso de doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Apesar de ter se tornado um especialista em religiões, ele transita bem por diferentes áreas do conhecimento e se define apenas como um professor que ganhou mais alunos. “Não quero discípulos, quero ter gente que se inquiete comigo e pessoas pensem, formulem seus próprios conceitos e busquem embasamento para eles.” São pensamentos como este que transformaram a admiração pelo pensador em uma espécie de “Karnalmania” e fazem mais de 500 mil pessoas pararem alguns instantes para lerem seus textos nas redes sociais.

Leia mais
Entrevista com Leandro Karnal: “A felicidade é um projeto de classe média”Entrevista com Clóvis de Barros Filho: “Hoje, há uma espécie de proliferação da canalhice”Entrevista com Mario Sergio Cortella: “Vivemos num momento incômodo que pode levar à reinvenção”


Nascido em Ribeirão Preto, em São Paulo, o professor Clóvis de Barros Filho, 50 anos, vem falando sobre felicidade, confiança, motivação, ética e amor pelo trabalho a milhões de brasileiros. Em apenas alguns meses de dedicação exclusiva às palestras, o professor e jornalista já é ouvido em países da América Latina e da Europa. Em um de seus livros mais vendidos, “A vida que vale a pena ser vivida”, que alcançou a marca de 200 mil exemplares e mais de 300 mil visualizações no YouTube, Barros Filho reúne pensamentos sobre o sentido da existência. “A vida acontece de segunda a sexta, com angústias e alegrias. É preciso ocupar espaços em que nos alegremos”, afirma. Cada palestra de Barros Filho reúne, em média, 500 pessoas, mas quando ocorrem em espaços abertos ao público esse número já chegou a três mil.

Paranaense de Londrina, Mario Sergio Cortella, 62 anos, divide seu tempo de um jeito metódico. Acorda todos os dias às 4h30 para escrever. Professor e educador há mais de 30 anos, ele leva no bolso do paletó a agenda de compromissos do dia e da semana. Além das mais de 300 palestras anuais, gosta de fazer churrasco para a família nas horas livres. Quem conversa com ele por alguns instantes, logo percebe o prazer que sente em ajudar a formar opiniões. “Preciso fazer uma reflexão sobre a filosofia, sem banalizá-la. Isso exige de mim um esforço que muito me agrada.” Com 19 anos, Cortella viveu a experiência de viver em um convento. Na Ordem dos Carmelitas Descalços, desenvolveu a disciplina que o rege até os dias de hoje. Aos 22 anos se tornou professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Hoje, mais distante das salas de aula, revela que os dois temas mais procurados em suas palestras são referentes à ética, no âmbito privado e na política. “As pessoas têm a necessidade de estar sempre de prontidão para uma formação e, especialmente, descobrir como lidar com cenários turbulentos”, diz ele. Um de seus recordes de audiência em público ocorreu neste ano, em Belo Horizonte, em Minas Gerais, quando uma palestra sobre felicidade reuniu cinco mil pessoas em um espaço para 1,5 mil participantes. Com esse talento único, Cortella, Clóvis e Karnal estão reinventando a filosofia e levando uma legião de brasileiros a outro patamar de conhecimento.


Mario Sergio Cortella à IstoÉ: “Ninguém em sã consciência seria feliz o tempo todo”

Leandro Karnal à IstoÉ: “Quando envelhecemos, criamos a sensação de que o passado era idealizado”

Clóvis de Barros Filho à IstoÉ: “A canalhice é uma tentação permanente”

RESENHA: A IGNORÂNCIA – MILAN KUNDERA




Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Em A Ignorância, o autor conta a história de Josef e Irena, personagens que saíram da República Tcheca para morar na Dinamarca e na França, respectivamente. Ao saírem de seus países em uma época conturbada, tornaram-se expatriados. Depois da queda dos regimes comunistas do Leste Europeu, em 1989, eles retornam para um país que, para eles, não é mais um lar, mas sim uma lembrança do passado que há muito tempo está enterrado.


Solidão. Essa palavra ressurge com frequência. Ele tentava assustá-las descrevendo a terrível perspectiva da solidão. Para que o amasse, fazia-lhes sermões como um padre: sem os sentimentos, a sexualidade é como um deserto em que se morre de tristeza. (p.49)

Os livros de Kundera seguem um padrão: quase todas as obras do autor utilizam diferentes personagens que se cruzam no percurso da trama, mas que servem mais como objetos de discussão. Ao utilizar os sentimentos de Josef e Irena, ele consegue dissertar sobre assuntos sociológicos e filosóficos. Aqui, ele disseca o sentimento de nostalgia, de uma forma bem diferente daquela que conhecemos.

Ele não apenas relembra a etimologia da palavra, que em sua origem grega remete ao “sofrimento causado pelo desejo irrealizado de retornar”; mas também a compara com ignorância: só há nostalgia daquilo de que não temos mais notícia. Em um momento triste do livro, Irena desabafa sobre sua vida com uma amiga e conta que, praticamente, tudo em nossas vidas escolhemos “na fase da ignorância”.


O dia era iluminado pela beleza do país que havia sido abandonado, e a noite pelo horror de retornar a ele. O dia mostrava-lhe o paraíso que ela havia perdido, a noite, o inferno do qual havia fugido. (p.16)

Ou seja: carreira, casamento, amizades e planos para o futuro quase sempre são escolhas da juventude, quando não temos a menor ideia do que realmente queremos para nossas vidas. Decisões cruciais são feitas em momentos errados ou inoportunos, destruindo desejos e vontades que realmente poderiam fazer a diferença em nossas vidas.


Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

No decorrer das páginas, lemos os pensamentos mais íntimos de Josef e Irina: compreendemos suas angústias, sofrimentos, desejos, vontades e arrependimentos. Mais uma vez, o autor trabalha com afinco o psicológico dos personagens, que, em cada atitude, gesto ou lembrança, praticamente nos dão um soco no estômago, causando o efeito de uma crise de identidade (pelo menos comigo!).


Pois a nostalgia não intensifica a atividade da memória, não estimula as lembranças, ela basta a si mesma, à sua própria emoção, tão totalmente absorvida por seu próprio sofrimento. (p.26)

Pode parecer estranho gostar tanto de um livro que me fez “mal”, mas acredito que esse tipo de obra literária que nos tira da inércia e do lugar comum são os melhores. Milan Kundera é mestre em cutucar a ferida e, portanto, você não pode passar sua vida sem ler essa obra curtinha e grandiosa.




Título original: L’Ignorance
Autor: Milan Kundera
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 128
Ano: 2015
Gênero: Literatura Estrangeira
Nota:

Fonte:http://resenhasalacarte.com.br/resenha/resenha-a-ignorancia-milan-kundera/

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