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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Sou fã de Eduardo Kobra, e agora muito mais depois de ter feito o mural que representa Anne Frank, espetacular!



Depois do mural gigante na zona portuária do Rio de Janeiro, entregue prestes aos início dos Jogos Olímpicos, Eduardo Kobra inaugurou no dia 02 de outubro, um mural que representa Anne Frank, a adolescente judia vítima do Holocausto, e que morreu em 1945.

O mural de 240m² foi pintado em NDSM-werf, região norte de Amsterdã, e foi denominado “Let Me Be Myself” (Deixe-me ser eu mesma, em tradução livre). Imagem: Divulgação

Para a produção do grafite, Kobra contou com a colaboração de dois artistas de seu estúdio, Agnaldo Brito e Marcos Rafael. Segundo Joelke Offringa, presidente do Instituto plataforma Brasil e responsável pela ída de Kobra à Holanda, a ideia surgiu de uma visita do prefeito Van der Laan à São Paulo em 2016. As duas cidades já têm um acordo de cooperação assinado desde 2014. A região escolhida em Amsterdã corresponde a uma área de estaleiros, e tem se transformado a partir dos vários projetos artísticos ali iniciados.

Inspiração

Sobre o trabalho, Kobra declarou que Anne inspira jovens ao redor do mundo, sem nunca ter perdido a fé na humanidade e se mantém viva através da arte para transmitir sua história e legado.

Anne Frank ficou mundialmente conhecida com a publicação do “Diário de Anne Frank”. O diário virou livro e foi publicado após a sua morte por iniciativa de seu pai, o único sobrevivente da família no Holocausto. No livro, a menina relata a rotina e os sentimentos, no período da adolescência, de viver escondida em um sótão devido à perseguição aos judeus pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Mais de 30 milhões de cópias do livro já foram publicadas, em cerca de 60 países. 

E a representação de Eduardo Kobra não poderia ter mais relação com a menina, imagem da resistência à intolerância e aos terrores das guerras. Anne Frank era determinada, forte e autêntica, sempre buscando ser ela mesma – a cada relato no Diário de Anne Frank é possível perceber esta característica na menina, ainda tão nova – e o nome escolhido para o mural também representa bem a personalidade da homenageada. 

O trabalho de Eduardo Kobra

O artista paulistano Eduardo Kobra é reconhecido por seus projetos não apenas no Brasil, mas em vários outros países. Seu trabalho começou no fim da década de 80 na periferia de São Paulo e é reconhecido como um representante da neovanguarda da arte brasileira. As obras trazem o moderno e o nostálgico, com técnicas novas, desde o uso de materiais reciclados até a aplicação da pintura em 3D, sempre muito coloridas. Exemplo do trabalho e das técnicas de Eduardo Kobra. Imagem: Eduardo Kobra (SITE)

Ele já representou em seus grafites diversas personalidades como Martin Luther King, Nelson Mandela, John Lennon, Dalai Lama e, no caso do Brasil, Oscar Niemayer e Ayrton Senna. Seu trabalho também inclui temas para chamar a atenção da sociedade, como os problemas enfrentados no mundo, das guerras à degradação do meio ambiente, e temas que promovem o debate, como a importância da utilização da bicicleta.

Entre os trabalhos recentes, destaque para o mural inaugurado em 4 de agosto no Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, antes do início das Olimpíadas. O grafite entrou para o Guinness World Records – o livro dos recordes – por ser o maior mural pintado por apenas um artista. Com pouco mais de 2.600 m², o mural representa os cinco continentes através de seus povos, e chama a atenção pela riqueza de detalhes. 

Mural “Etnias – Todos Somos Um”, na zona portuária do Rio de Janeiro. Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil


Referências: Jornal do Comércio, O Fuxico, Glamurama, Agência Brasil, Sopa Cultural

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