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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Hoje é aniversário dele,Neil Young, felicidades sempre! Cantor ressaltou a importância de se consumir de forma consciente quando esteve no fórum da SWU



A redução no consumo de combustíveis fosseis e o aumento do uso de tecnologias renováveis para a geração de energia foram os principais temas debatidos no primeiro painel do 2º Fórum Global de Sustentabilidade SWU, com a presença do músico Neil Young.


Considerado o padrinho do evento, o músico canadense frisou durante sua palestra, que durou aproximadamente 30 minutos, a necessidade de elevar o uso de biocombustíveis em automóveis e lembrou como a exportação de produtos pode ser um vilão do meio ambiente. “

“Toda vez que usamos produtos vindos de países distantes, demanda petróleo para o transporte. É positivo valorizar o que é produzido perto”, disse Neil Young.

Envolvido com um projeto que transformou seu Lincoln Continental Mark IV, de 1959, em um carro movido a biodiesel, Young disse que é importante o engajamento dos jovens com a sustentabilidade. “Começa com vocês. É tarde demais para mim”, disse parafraseando o lema do festival SWU.

O músico exemplificou o impacto da mudança do clima com lembranças que teve no cotidiano. “Antes, percebia que havia mais passarinhos, agora não vejo mais essa grande quantidade e até hoje ninguém sabe o motivo”, disse, completando que o mundo só será protegido a partir da ação das pessoas.

Energia com maior eficiência
Stausberg abordou no primeiro painel sobre as prioridades da ONU para melhorar a distribuição de energia para a população e como reduzir o impacto desta ação.

“Temos três objetivos: melhorar o acesso universal da energia até 2030, melhorar a eficiência energética e dobrar os investimentos que estão sendo feitos em energias renováveis”, disse.

Ele comentou que 1,4 bilhão de pessoas no mundo não têm acesso a energia elétrica e cobrou maior participação de empresas em ações sustentáveis, principalmente as do Brasil.

“Atualmente, ao menos 6.400 multinacionais de 140 países trabalham para reduzir o impacto no meio ambiente. Mas temos que aumentar esta participação, já que existem 26 mil multinacionais espalhadas pelo mundo”, complementou.

Energia nuclear como alternativa
David Cahen, chefe do Departamento de Energia Alternativa do Instituto Weizmann de Ciências, de Israel, pregou o fim do uso de carvão em usinas da China, que ele ressaltou como um dos principais países emissores de poluentes do mundo.

Em seu discurso, o especialista defendeu o uso da energia nuclear para a geração de energia. “Temos que confiar na energia nuclear, na fusão nuclear. O processo acontece muito longe de nós, não temos que ter medo”, explicou, citando que o uso deste tipo de tecnologia ficou ameaçado após o acidente com a usina de Fukushima, no Japão, após o forte terremoto e tsunami de março deste ano.

Cahen disse que a energia nuclear pode ser uma alternativa inclusive para o Brasil, mas que o forte do país ainda são os biocombustíveis. “O Brasil vai mostrar ao mundo nos próximos 40 anos o rumo dos biocombustíveis”, disse em entrevista ao G1.

Sobre o uso de energia hidrelétrica, o especialista aponta que essa tecnologia está chegando a um ponto em que são necessárias usinas grandes para pouco rendimento, citando como exemplo a das Três Gargantas, na China, que teve enorme impacto na população local e no ambiente.

Código Florestal
As mudanças no projeto de lei do novo Código Florestal e a votação no Congresso foi o principal assunto abordado por José Eli da Veiga, professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, pioneiro na pesquisa de desenvolvimento.

Segundo ele, as alterações sofridas pela legislação “são um retrocesso para um país que sempre teve leis avançadas”. “A nova lei que será votada no Senado é um retrocesso ao século 19 e vai confirmar o fim dos pássaros, dito por Neil Young, porque vai acabar com as matas ciliares”, afirma.

Aprovada nesta semana nas comissões do Senado, o projeto de lei será levado ao plenário nos próximos dias.
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