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sábado, 14 de fevereiro de 2015

O lar da artista Tomie Ohtake


Construção escultural foi projetada pelo filho Ruy



A artista plástica nipo-brasileira Tomie Ohtake sempre foi amante das cores, da arte e, quando chegou ao Brasil, em 1936, logo adicionou à lista de amores a energia tropical local – que ela alegava ter um toque de amarelo no ar. Com uma visão tão poética e cheia de significados, ela jamais poderia habitar um lar qualquer. Por isso, no fim dos anos 1960, seu filho, o arquiteto Ruy Ohtake, projetou para ela "uma espécie de manifesto que não fez qualquer concessão às modas ou imposições do mercado", em suas próprias palavras.

E MAIS: Releia a entrevista que Tomie deu à Casa Vogue às vésperas de seu centenário

A construção brutalista de 750 m² é uma verdadeira escultura de concreto, pensada para ter espaços integrados e vazios, características das quais ela não abriria mão. A imensidão monocromática foi pensada exatamente para realçar suas centenas de obras de arte – naturalmente multicoloridas – e a mobília de belas curvas que preenche os cômodos. O material também é responsável por uma porção de interessantes estruturas internas, como bancos, vigas e prateleiras fixas. Do lado de fora, as linhas minimalistas se estendem quase como um ser orgânico em direção ao jardim exuberante, formado de espécies tropicais e uma boa coleção de esculturas.


Além de morada, a propriedade também abriga o ateliê da artista, que ganhou atenção especial na hora do projeto. Sobre ele, se abre uma enorme claraboia formada por uma escultural estrutura de tubos de metal e vidro. Das janelas piso-teto é possível ver as enormes obras criadas por ela e que ganham destaque ao serem banhadas pela luz abundante que entra ali.

Nos interiores, a supremacia cinza abre espaço para arroubos de ousadia. Além das peças de arte, paredes diagonais e geométricas assumem tons vibrantes de azul e amarelo. Ali, é possível também encontrar ícones do design, como a poltrona Diamond, de Harry Bertoya, eMole, de Sérgio Rodrigues. Ao chegar na cozinha, o projeto passa a incorporar paredes de madeira e aço.

Além de uma boa dose brasileiríssima – mas com sotaque japonês – de história da arte e da arquitetura, a casa onde viveu Tomie Ohtake guarda muito mais. Ali, sempre estará presente a memória de uma mulher vencedora que se tornou um exemplo ao valorizar o trabalho duro, a perseverança e um olhar poético sobre a vida.


























































































































Fonte: Casa Vogue

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