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domingo, 31 de agosto de 2014

Uma morada para Tarsila do Amaral


Sobrinha-neta da artista monta lar com suas obras

Tarsilinha, a sobrinha-neta da artista, ao lado de esculturas feitas por sua tia

Tarsila do Amaral tinha 8 anos quando Tarsila do Amaral morreu. O ano era 1973 e, sim, você leu certo. Tarsilinha é sobrinha-neta da artista que ajudou a balançar as bases de um Brasil arcaico para que ele renascesse mais moderno e mais brasileiro no início do século 20. E herdou seu nome, assim mesmo, completo. Mas gosta do modo como a tia-avó a chamava: Tarsilinha.


“Ela viajava, conhecia muitos lugares, era íntima de pessoas como Picasso”, enumera a sobrinha-neta, que conviveu de maneira muito próxima com a pintora. E ficou impregnada pela sua figura, pela sua arte, pelo seu gosto. Hoje, é ela quem cuida do espólio, que não lhe caiu dos céus. Para acomodar o acervo em seu apartamento de 106 m², na capital paulista, o arquiteto Michel Safatle veio em socorro da amiga, que cuida de tudo o que se refere à artista. Com Michel, aliás, ela acaba de lançar, pela JRJ,uma coleção de tecidos baseada na obra de Tarsila.

Quando ele chegou para orquestrar a coleção, não eram apenas um arquiteto e a dona de um espólio. Não seria um trabalho fácil – era preciso expor o acervo e conciliar a ambientação com o dia a dia da moradora, advogada de formação, tendo em mente que obras são emprestadas com frequência para exposições ou para a realização de catálogos. “Apostamos numa composição que falasse por si, em vez de montagens individuais e específicas”, explica o arquiteto. O tom ferrugem das paredes, que Tarsilinha viu em tantas boas salas de museus mundo afora, foi a proposta de Michel para o apartamento. Além de linda, a cor ressalta as obras de arte. Os potiches, que pontuam toda a residência, são uma referência – ou seriam uma deferência? – ao amor da artista pelo Oriente.

Na sala de jantar, a mesa e as cadeiras menores pertenciam à Tarsila do Amaral, o lustre é da Baccarat e o teto exibe instalação de Gustavo von Ha inspirada em A Negra (1923)


Em meio a vários quadros, gravura com uma menina de vestido, presente de Picasso para Tarsila e,
ao lado, obra de Tuneu.

Fonte: Casa Vogue



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