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sexta-feira, 25 de abril de 2014

CHOVENDO ARTE


O mais antigo guarda-chuva já registrado na História foi há 3.400 anos. Guarda-chuva para uns, sombrinha para outros. Acessório para compor o estilo. Tão antigo, mas tão atual e necessário - nos dias de chuva, garoa ou sol - ele é também um objeto de valor e beleza na arte.


Vários tamanhos, várias cores, vários estilos: o guarda-chuva completa o look desde o mais tradicional ao mais exótico. Diz a história que o primeiro surgiu lá na Mesopotâmia, com o objetivo de proteger a cabeça dos reis contra o sol, já que a chuva era raridade naquele lugar. Esta armação de varetas móveis, coberta de pano, ou de tecido impermeável, carrega vários significados que vão desde a religião em algumas culturas, até um acessório de proteção e realeza em outras.


Do mais caro ao mais barato, o guarda-chuva é lembrado – mesmo - na hora da chuva. E chove, viu? Todos os dias há chuva para todos, tanto no sentido literal como no metafórico: chuvisco, garoa, chuva, tempestade. Tempestade natural ou emocional; não esquecendo, claro, da tempestade artística. De qualquer forma, é ele quem irá nos proteger das chuvas do dia a dia e, também, encher nossos olhos de grande e rara beleza.


E por onde a chuva – por vezes tempestade - artística já passou?

Em 1952, o guarda-chuva foi companheiro de Gene Kelly em uma cena clássica – e que marcou história no cinema – do filme Cantando na Chuva.


Os guarda-chuvas coloridos – durante em Festival de Arte - sombrearam as ruas áridas em Águeda, Portugal, e proporcionaram um ar de festa e alegria; além do visual maravilhoso.


E no carnaval, tem chuva? Tem , sim senhor! As ruas de Olinda ficam com uma cor e um movimento ainda mais intenso com os guarda-chuvas participando da grande folia.


Quanto às instalações, em 2010, como parte do festival de arte Witte de With, Luke Jerram – artista britânico – cobriu todo o canal de Rotterdam, na Holanda, com mais de 1.000 sombrinhas, as quais ficaram flutuando durante 3 dias. Para Jerram, os guarda-chuvas amarelos e laranjas – que despertaram a curiosidade de todos que por ali passavam - traziam em sua simbologia algo como um ramo de flores ou fogos de artifícios em plena noite de outono. Na retirada da exposição, os pedestres que passavam na mesma hora foram presenteados com os guarda-chuvas, os quais puderam ser vistos com frequência durante os dias de chuva nas ruas da cidade.


Um ipê-amarelo?! Visto de longe, lembra, e muito. Mas é uma instalação conhecida como Bloom, do artista Sam Spenser, que encanta quem passa e vê a decoração das imensas árvores nas ruas de Londres.


Na música, Rihanna teve o guarda-chuva como parceiro tanto na letra da canção como na coreografia; os fãs também ousaram e abusaram de tal companhia.


A obra Os Guarda-Chuvas, de Renoir, marca a transição de estilo impressionista para um novo, o qual o artista plástico francês carregava muitas dúvidas; no entanto, o corte de figuras nas margens da tela ainda mostra elementos do impressionismo. A arte retrata o vai e vem das pessoas sob seus guarda-chuvas num dia chuvoso na cidade; e os tons predominantes são os azuis, cinzentos e castanhos que se iluminam com cores brilhantes.

Mas a arte continua, em se falando de inovação nos guarda-chuvas para serem usados no dia a dia.


Que tal proteger, também, seu melhor amigo?!


Existe a possibilidade de estar acompanhado e continuar bem juntinho, mas não se molhar tanto assim.


Protegido da chuva e sem perder nenhum detalhe.


E se puder proteger um pouco além da cabeça? Você usaria?


Imagine-se na chuva, segurando o guarda-chuva e mais algumas outras - tantas - coisinhas. Então, se as mãos puderem ficar mais livres, melhor, não é?!


É ... há uma chuva de arte sem fim. Como disse Fabrício Carpinejar, “Quando a gente gosta, a gente começa emprestando um livro, depois um casaco, um guarda-chuva, até que somos mais emprestados do que devolvidos. Gostar é não devolver, é se endividar de lembranças."

Quantas histórias, quantas lembranças o guarda-chuva traz.




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