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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O PEQUENO PRÍNCIPE: ROSAS, ESTRELAS E PESSOAS


Uma realidade disfarçada através da magia e da simplicidade. "O Pequeno Príncipe" nos mostra como a humanidade é superficial, e pobre. Pobre de valores, de sentimentos e de fidelidade. O essencial está, realmente, invisível aos olhos.


Uma rosa vaidosa. Um garoto que a ama. Um milhão de rosas, um milhão de garotos. O que os fazem ser diferentes um para o outro? Eu gostaria de responder de uma forma, quem sabe, filosófica, mas a mensagem dessa obra é tão simples que se torna difícil chegar perto disso. Mas deixemos para depois. Sem pressa, não aja como no mundo real.

1943 é a data da publicação de "O Pequeno Príncipe", obra do francês Antonie de Saint-Exupéry.

É difícil escolher uma palavra para definir este livro. Mas eu sugiro encantamento, e explico por que. Tudo é colocado de forma poética, de forma espontânea, tal como as boas histórias devem parecer. Quem sabe dessa forma, as mensagens invadam os corações mais apressados e distraídos e os façam despertar para uma realidade mais agradável? Alguns planetas habitados pelas mais comuns personalidades humanas, animais e flores falantes... Talvez os homens e as mulheres de negócios ao lerem a obra, se sentissem tocados pela linguagem fantasiosa como quando se vê um velho (MUITO velho) conhecido e que se cria empatia novamente aos poucos. Essa história vai além de um clássico para crianças. São devaneios sobre o comportamento humano, sobre como, por exemplo, as estrelas a brilhar no céu podem ser significantes, e como cada mínima coisa tem sua importância.

“Livro de criança? Com certeza. De adulto também, pois todo homem traz dentro de si o menino que foi.” – Amélia Lacombe.

A mensagem simples a que havia me referido na introdução deste artigo, eu inicio com uma clássica frase do livro: “Cativar significa criar laços.” Criamos laços que vão além da aparência física. Vão além das palavras. Detalhes não são apenas detalhes. Tornam-se lembranças que funcionam mais ou menos como consolo quando alguém que se torna único no mundo para nós vai embora...



O que torna as pessoas belas é o que elas têm escondidas dentro de si. Cada qual com seu brilho, com seu tesouro, com sua rosa para cuidar, sua raposa para cativar, é assim...



"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." Corremos o risco de fazer alguém chorar também. Mas amar é o que, no final, permanece. E amar as coisas simples da vida, que vão além de posses, de orgulho, e até do tempo. E a reflexão que fica depois de tudo isso é: Para você, o essencial é visível ou invisível aos olhos?



© obvious

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