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sábado, 5 de outubro de 2013

O castelo de areia do Design Miami




Todo ano é assim: à medida que dezembro se aproxima, os mundos do design e da arte começam a voltar olhos e ouvidos para um certo balneário na Flórida, onde a turma toda vai se reunir em torno daquilo que há de mais encantador em matéria de peças únicas, edições limitadas e itens de coleção. E sempre que acontece esse encontro, algum arquiteto é chamado a criar um pavilhão temporário para receber os convidados.

Em 2013, a honra de erguer a estrutura na entrada da Design Miami caberá aos americanos do Formlessfinder, que prometem uma interessante obra a ser conhecida entre 4 e 8 de dezembro. Munidos das ideologias segundo as quais dirigem o escritório, Julian Rose e Garrett Ricciardi dedicar-se-ão à tarefa de criar um intrigante e agradável espaço de convivência que deverá ser instalado próximo à entrada da feira. O principal material presente no projeto, acredite ou não, é areia.

Num primeiro momento, o pavilhão se apresentará como um morro de areia que equilibra uma cobertura de alumínio. A curiosidade do público, então deverá ser estimulada devido ao surpreendente balanço no qual estará a peça metálica. Outra surpresa aguarda os visitantes que derem a volta na pilha arenosa. O morro existirá apenas pela metade. Uma parede de madeira o ceifa bem no meio.

Onde a metade da duna estará ausente, haverá bancos de alumínios na sombra. Ali, os visitantes serão refrescados por uma brisa proveniente da parede de madeira. O ar frio será obtido naturalmente, por simples termodinâmica. A pirâmide de areia terá cerca de 500 toneladas. A avantajada massa tem o efeito intrínseco de resfriamento de seu interior. Barbatanas metálicas atravessarão a duna e levarão o ar gelado para fora.


Com esse projeto o Formlessfinder pretende dar outro status à areia, um material normalmente mal quisto pelos arquitetos e moradores de Miami. Esses grãos dão à cidade um solo ruim sobre o qual se erguer construções. Além disso, a areia das praias é uma indesejada presença no interior das casas estabelecidas mais próximas ao mar. Ou seja, a areia que é vista pelos locais como símbolo de instabilidade, neste projeto é parte da estrutura.

Mas não só a areia faz referência ao local onde se dará a feira. O balanço da cobertura também foi inspirado no cenário local. A malha urbana de Miami é dotada de diversos edifícios e casas modernistas, cuja arquitetura tropical aposta nos balanços como geradores de sombra. Para a produção da cobertura do pavilhão, os arquitetos contarão com o apoio da Alcoa e do fabricante Neal Feay.

“Esperamos ter criado algo que estimule as pessoas a participar”, diz Ricciardi. A dupla desenhou uma estrutura tão inteligente quanto lúdica. A ideia é que os visitantes da feira e os habitantes de Miami cedam à sua curiosidade. Será possível escalar a duna e explorar qualquer aspecto do projeto que intrigue o observador.

Fonte: Casa Vogue

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