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domingo, 21 de julho de 2013

A ARTE SEM ALMA


A palavra arte vem do latim e significa técnica e habilidade. Até os dias atuais a arte é descrita como a atividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir da percepção, emoções e ideias. Mas, talvez a arte que conhecemos com essa definição esteja com os dias contados. E-David coloca em questão a arte como forma de expressão e nos faz pensar no período de singularidade que a humanidade irá enfrentar, onde é impossível prever o que acontecerá após esse momento.



Por milênios a mão humana tem sido instrumento (quase) fundamental, para pintar quadros e expressarmo-nos artisticamente. Durante esse tempo evoluímos em técnicas, inventamos estilos e criamos movimentos. Construímos a ideia de que a arte é uma maneira particular de enxergar o mundo com um novo olhar, uma nova perspectiva onde, na maioria das vezes, o sentimento, a experiência vivida e a sensibilidade adquirida exprimem um mundo que nos fascina e nos leva a um novo universo conhecido apenas pelo artista criador.
A arte que conhecemos até então pode estar em eminência de novos horizontes, onde a tecnologia cria novas possibilidades. O e-David é um braço robótico que, como se não bastasse pintar formas abstratas, cria retratos e até mesmo assina seu próprio nome.





Em seu processo denominado "otimização visual", e-David cria as pinturas por meio de observação e enquanto pinta decide de forma independente onde adicionar novas pinceladas. Após fotografar algo a ser pintado, seu software processa a imagem descobrindo onde adicionar sombra ou luz, de acordo com a imagem. "Temos um robô equipado com todos os meios necessários para a pintura", diz a equipe por trás do projeto.



Com cinco diferentes pincéis e com a possibilidade de uma paleta com até 24 cores, os pincéis são limpos e a tinta é distribuida com precisão sobre a tela. É fascinante ver a forma como e-David foi programado, mergulhando delicadamente o pincel na tinta e, consequentemente, tocar a ponta do pincel no lado de uma tigela para tirar o excesso de água, copiando o funcional movimento humano.
Porém, até onde podemos intitular os reflexos do singularismo tecnológico como arte? Tomara que, por um bom tempo, a arte ainda precise ser feita com sentido para despertar o sentimento e possuir alma ainda seja requisito primordial para continuarmos a ser os únicos criadores em meio a tantas criaturas.

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