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terça-feira, 25 de maio de 2010

FRANS KRAJCBERG E A MAGNITUDE DE SEU OLHAR!!!

fotos: reprodução

A árvore que virou carvão – Frans Krajcberg denuncia as ações do homem destruindo as florestas. Usa os restos das queimadas para construir a sua obra, transformando a arte em um manifesto para defender o ambiente.

O som da madeira crepitando, dos galhos e de árvores que quebram e caem após os incêndios provocados pelo homem, deixando para trás milhares de hectares destruídos. Esse som é o grito de Krajcberg.

Através das imagens, a criança consegue entender a destruição da natureza e, ao mesmo tempo, como o artista se utiliza das cores, texturas e contornos das folhas, pedras e galhos para fazer as suas obras.

“Vou para a floresta e me sinto tão queimado quanto as árvores”, diz o artista. Cansado da violência do homem contra o homem, ele encontrou na natureza sua inspiração, a possibilidade de viver e trabalhar.

fotos: reprodução
Obras de Krajcberg


Krajcberg recolhe terra, pedras e galhos e os organiza em novos espaços para construir seus quadros-objetos. Um exemplo que pode muito bem ser seguido pela garotada. "Em seu próximo passeio em um parque, praça ou jardim, recolha galhos, folhas secas ou outros elementos descartados pela natureza e leve tudo para sua casa. Para transformá-los em quadros ou placas, pegue a tampa de uma caixa de sapato ou de pizza e distribua os objetos coletados, ocupando todo o espaço livre. Experimente colocá-los de várias maneiras diferentes. Quando achar que terminou e quiser que os elementos fiquem fixados, passe bastante cola branca entre eles. Deixe secar por 48 horas e escolha um local para pendurar seu exercício”.

Até a demorada técnica dos relevos em papel que o artista cria com tanta originalidade pode ser recriada pelas crianças.

As artistas Renata e Valquíria orientam: “Recolha uma folha seca de árvore ou planta ornamental de sua casa. Passe sobre ela uma camada fina de vaselina. Prepare numa bacia uma mistura com dois copos de água e cinco colheres de cola branca. Corte três folhas de jornal em tiras de 2 centímetros de largura por 30 centímetros de comprimento. Mergulhe uma tira na mistura da bacia e coloque-a sobre sua folha, na horizontal, cobrindo-a da esquerda para a direita. Repita essa ação até cobrir completamente a folha, colocando algumas tiras na vertical, outras na horizontal e outras na diagonal, fazendo várias camadas de papel que cubram a área ao redor da folha também. Deixe secar por 48 horas. Separe cuidadosamente sua folha da superfície do jornal. Pinte seu relevo com as cores que escolher”.

fotos: reprodução

Krajcberg é um dos grandes representantes da arte contemporânea brasileira e já expôs em várias partes do mundo. Tem dois ateliês: um em Nova Viçosa, na Bahia, e outro em Paris, França. Nasceu na Polônia (Kozienice), em 1921, combateu no exército soviético russo durante a Segunda Guerra Mundial, quando perdeu toda a sua família. Foi para a Alemanha e estudou na Escola de Belas Artes de Stuttgart.

Chegou no Brasil em 1948, veio morar em São Paulo, trabalhando como pedreiro, faxineiro. Até que em 1951 foi trabalhar na montagem da 1ª Bienal de São Paulo e operário no Museu de Arte Moderna (MAM). O convívio com os artistas o incentivou a desenvolver paralelamente a sua própria pintura. Um ano depois, realizou a sua primeira individual no MAM. Morou em diversas cidades brasileiras, mas desde 1973 está na Bahia. Vem apresentando os seus trabalhos na defesa da preservação da Amazônia e do Pantanal em Oslo, Milão, Paris, Jerusalém e Roma, entre outras metrópoles.

Fonte:Jornal da USP ano XXII.

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